Jorge Fernando Fica Na História Da História Do CCB

Reportagem de Madalena Travisco (texto) e Ana Filipa Correia (fotografia)

Inserido no ciclo Há Fado no Cais”, Jorge Fernando subiu ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, na noite de dia 9 de fevereiro, e chamou o fado. Reviveu muitas das músicas que marcam a carreira de 40 anos e apresentou novos temas para uma plateia cheia de amigos.

Para o próprio, o enquadramento da palavra de concerto é uma reunião de amigos, daqueles que ele não conhece mas que o aplaudem (o público), daqueles que ele tem e dos que chegam ao público interpretando os seus temas, tantos deles presentes no auditório.

Nomeou muitos, com excertos de êxitos comuns, mas não esgotou a longa lista.
A propósito do novo trabalho, novo cd, novo disco, como ainda chama, brincou referindo que “Se a música desse trabalho, não estava na música.” E foi dando notas sobre o mote dos novos temas, como o “Senhor Doutor” que tem que ver com alguém que tirou um curso e nunca usou o canudo ou a “Bola p’rá frente” que é como se tem que viver.
Momento sublime, com Custódio Castelo na guitarra portuguesa, antecedeu os momentos de “Boa noite solidão”, “Rumo ao sol”, “Trigueirinha” (tema composto aos 15 anos), “Quebranto”, “Chegou a hora”, “Valsa dos amantes”, “Pode ser saudade”, “Quem vai ao fado” e “Lágrima”.

No momento do abraço ao Tó Zé Brito, Jorge Fernando foi surpreendido pela entrega da medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). A medalha representa estar entre os melhores dos 26 mil autores que a SPA representa nos diferentes setores.

No encore, para o público que pedia o “Chuva”, o tema veio no corpo e voz de Mariza – grata por Jorge Fernando fazer parte do seu caminho – que também bisou “Boa noite solidão” e “Quem vai ao fado”.

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O alegre “Umbádá” encerrou a reunião de amigos que aplaudiu e cantou muitos refrões. Houve razão para estar ali. Vieram ao fado, levaram no peito algo de estranho a latejar. Sentiram que alma ganhou asas e quis voar.

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