James Arthur Com A Voz No Coração Do Público Em Lisboa

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

James Arthur

De mão encostada ao peito e olhos fechados, James Arthur fez o Campo Pequeno vibrar de emoção, este domingo. A sala encheu para ouvir (e cantar) os êxitos do músico britânico, que escolheu Lisboa para início da digressão europeia.

A noite começou cedo, com duas pequenas apresentações antes da estrela da noite. Jamie Grey (que pudemos ver mais tarde, integrado na banda de James Arthur) sentiu-se bastante acarinhado pelo público, ao ser iluminado de luzes de telemóveis, logo num dos primeiros temas. A mesma receção calorosa teve Emily Burns, cuja missão de “aquecer o público” com a sua pop foi também bem sucedida.

Assim, hora e meia depois do início dos concertos, James Arthur foi recebido em absoluta histeria, pelo público  – maioritariamente feminino, que preenchia a sala. Trazia You, o seu terceiro disco, carregado de melodias a puxar ao sentimento. Ainda assim, abriu com um tema carregado de rock, que dá nome ao álbum, onde mostrou a sua versatilidade musical, ao atravessar algumas rimas de hiphop.

Esteve sempre muito disponível para dialogar, partilhar confidências sobre as músicas ou sobre a sua vida. Referiu que a banda fez uma pausa, entre o Natal e o Ano Novo, e deixou escapar que com isso aumentou de peso. Nada que o inibisse de percorrer o palco, de um lado ao outro e distribuir os seus acordes pelas diferentes frentes do público. “Vocês são fantásticos” conseguiu dizer num português um tanto ou quanto enrolado. Face à gargalhada geral dos presentes, comentou “foi um bocado mau, não foi?”

Atravessou alguns dos novos temas, sempre a pedir ao público para o acompanhar, por as mãos no ar ou cantar. É com “Rewrite the Stars” que temos o primeiro grande coro do público. Antes, fez a graça de anunciar Anne-Marie, a sua companheira de dueto. Para logo a seguir desmentir, com o ar traquina de quem acabou de pregar uma partida. O público embala-se a cantar, mas alguém oferece uma cerveja a James Arthur, que acaba mesmo por interromper a solenidade do momento, para refrescar a garganta.

A noite continua com “Breathe”, “Falling Like the Stars” e “Empty Space”, tudo temas novos, mas que já são bem conhecidos do público que acompanha o cantor. James Arthur pergunta mesmo se alguém já comprou o disco e brinca com a situação “ahhh acho que contei 20 pessoas…”.

Momentos menos bons na sua vida levaram-no a refletir e dá-nos a conhecer um desses temas inéditos. Uma voz expressiva, onde coloca mensagens pessoais.

São as baladas que todos aguardam, que aquecem a noite. Algumas ganham força, pelo destaque que é dado à voz, sem grande distração musical. “Naked” é apresentado só com o acompanhamento das teclas.  “Can I Be Him” é cantado pela maioria, de olhos encerrados. Para o final, antes do encore, James Arthur anuncia a música que “há sete anos, mudou a minha vida”: “Impossible”.

A despedida é feita é tom de festa: “Sun Comes Up”, tema dos Rudimental bastante dançável, no qual o cantor participou. Antes do seu mais recente grande êxito “Say You Won’t Let Go”, ainda pergunta “Voltam da próxima vez?”. Pela reação do público, é (quase) impossível que não voltem a marcar presença num concerto de James Arthur.

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