Hotel Ibis Budget – Conforto A Preço Económico Em Braga

Bom Jesus de BragaReportagem de Tânia Fernandes e António Silva
 

[dropcap]S[/dropcap]abe que a cidade mais antiga de Portugal é Braga? E que se deve ao Arco da Porta Nova o hábito de perguntar a alguém que entrou e deixou a porta aberta “és de Braga”? Curiosidades históricas, património que atravessa séculos, a hospitalidade da população e a excelente gastronomia local são excelentes razões para descobrir a cidade de Braga. A recente abertura de um Hotel Ibis Budget, no centro da cidade, faz com que o custo com a estadia deixe de ser razão para ficar em casa.

A partir de 29 euros a noite, esta unidade hoteleira do grupo Accor vem responder de forma eficiente e descontraída à necessidade de quem se desloca a uma cidade e procura um bom alojamento, sem luxos, mas com qualidade. Quartos simples, com boas camas, ambiente de luz regulável com leds para leitura, wi-fi gratuita em todo o hotel e áreas comuns com decoração moderna, que combina materiais naturais com cores fortes, fazem com que se encontre aqui uma excelente relação qualidade/ preço. O pequeno-almoço é opcional (tem um custo de 3,5 euros por pessoa), servido em buffet, entre as 6h30 e as 11h00. Com check in 24 horas por dia, permite entrada a qualquer hora, sem grandes restrições de horários. No lobby há máquinas automáticas de bebidas quentes e frias e de snacks e está também disponível, para uso dos hóspedes, um micro-ondas, a qualquer hora do dia ou da noite.

Nesta unidade, as crianças até aos 12 anos não pagam (quando partilham o quarto dos pais) e os animais de estimação são bem-vindos.
O hotel dispõe de 82 quartos (duplos, twins e triplos), entre eles, habitações adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida. Encontra-se a pouco mais de 2 km da estação ferroviária da cidade e apenas a 40 minutos do aeroporto Francisco Sá Carneiro (Porto), para onde há serviço de shuttle disponível por 8 euros.
Este é o segundo hotel Ibis Buget a abrir em Portugal. O primeiro encontra-se em Vila Nova de Gaia.

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Fazem-se dois quarteirões a pé, do Hotel Ibis Budget de Braga, e chega-se ao princípio de uma das mais recentes obras arquitetónicas da cidade. O passeio pedonal que nos conduz ao centro histórico. Passamos o belíssimo Theatro Circo, espreitamos as montras de onde nos tentam as novas e arrojadas tendências da moda e concentramo-nos nas origens. Bracara Augusta, como a batizaram os romanos, foi fundada no ano 14 a.C., ou seja, muito anterior à própria nacionalidade e foi mais tarde capital do Reino Suevo. Ainda que a destruição e sucessiva construção de novos edifícios tenha apagado os vestígios mais antigos, é possível encontrar ainda, um pouco por toda a cidade, sinais dos tempos mais antigos, como a Torre de Menagem, que fez parte da cidade medieval ou atravessar a Rua da Vielinha que, com menos de um metro de largura, evidencia a sua antiguidade.

O cheiro do café desvia-nos a concentração do contexto histórico, para as esplanadas. Os cafés Diana, Astória ou A Brasileira são o ponto de encontro das famílias bracarenses e uma paragem obrigatória na rotina diária. Cidade jovem, conhecida pelo seu conservadorismo e fervor religioso, é marcada pelas edificações religiosas e exibe os detalhes da devoção católica. Altares, imagens, representações e velas decoram o espaço público e convivem com as tradições mais populares. Os Paços do Concelho, atual sede da Câmara Municipal de Braga, é um dos mais exemplares exercícios de arquitetura do barroco. O projeto de André Soares, foi mandado construir no século XVIII por proposta do então Arcebispo de Braga, D. José de Bragança.

“Mais velho que a Sé de Braga” a conhecida expressão é alusiva à antiguidade do ex-libris de Braga. Consta que a primeira missa foi aqui celebrada em 1089. O monumento cruza os estilos românico, manuelino e barroco e foi construído sobre anteriores e importantes espaços de culto.

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Fora da cidade, é obrigatório visitar o Santuário do Bom Jesus de Braga. O projeto do arquiteto Carlos Amarante encontra-se, de momento, em fase de reabilitação, movida por uma candidatura a Património da Humanidade. Chegar ao topo é atravessar um percurso de sacrifício e catarse, em tudo semelhante à caminhada de Jesus. O escadório, onde se evoca a Via Sacra, conduz ao paraíso de jardins e lagos, no topo. É local de devoção e peregrinação das gentes de Braga, cujo projeto ambicioso original previa a ligação do escadório à cidade de Braga.

A versão turística alivia esta penosa subida, recorrendo ao Elevador do Bom Sucesso, o centenário funicular (inaugurado em 1882) e o mais antigo do mundo a usar o sistema. Movido a água, através de um processo de pesos e contrapesos é simples, ecológico e seguro. Os bracarenses orgulham-se de afirmar que não há registo de acidentes neste meio de transporte!

Sentir Braga passa também por destapar alguns tachos: pica-no chão, papas de serrabulho, rojões, polvo ou vitela são alguns dos principais pratos. As frigideiras (empadas de carne de tamanho generoso) que antes constituíam a refeição de quem trabalhava nos campos, fora da cidade, são hoje alimento de muitos dos que aqui vivem. Obrigatórias são as d’O Cantinho, desde 1796. Sem fugir à religião dominante, a sobremesa faz-se de Pudim de Abade Priscos.

Na tradição popular, há quem se refira a Braga como “o penico do céu”. A verdade é que o outono chuvoso não se fez sentir enquanto passeamos pela cidade. O sol radioso, a simpatia e a porta que se mantêm, há séculos, aberta são razões suficientes para nos convencer a voltar.

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