Guerra & Paz Publica Dois Novos Livros No Centenário De Jorge de Sena

A Editora Guerra & Paz anunciou, por ocasião do centenário de nascimento de Jorge de Sena (2/11/1919 – 04/06/1978) a publicação, em breve, de dois novos títulos de «um dos grandes poetas de língua portuguesa.»

Isabel de Sena, filha do autor, está a finalizar as duas obras que «trazem nova luz não só à obra de Sena e aos estudos senianos, mas também à História da oposição ao salazarismo». As duas edições: Correspondência com o Capitão Sarmento Pimentel e Fotobiografia de Jorge de Sena chegarão em breve aos escaparates das livrarias nacionais, pela mão da Guerra & Paz.

Correspondência com o Capitão Sarmento Pimentel abre outra perspectiva da actividade política de contestação a Salazar e à sua ditadura, neste caso a que se desenrolou no Brasil, particularmente no período entre o final dos anos 50 e o princípio da ditadura militar em 1964, revelando os meandros de acções de uma Oposição que respondia a correntes diversas.

Fotobiografia de Jorge de Sena, enfocada nos vários aspectos dessa personalidade multifacetada que foi a de Jorge de Sena, promete inclusão em texto e imagem de recursos inéditos.

Os dois novos títulos juntar-se-ão a outros já editados pela Guerra & Paz, como Correspondência 1959-1978 – Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner Andresen – 3ª Edição Revista e Aumentada, «o volume reúne a correspondência trocada entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena. O resultado é um impressionante retrato social, histórico e moral do Portugal dos anos 60 e 70. Retrato de um país perdido. Retrato de “dezoito anos de ausência que poderiam ter sido dezoito anos de convívio, de encontros, conversas, riso comum, aflições e alegrias comunicadas.”

Retrato de um país roubado, de 193 páginas, à venda por 16,50 euros e Correspondência 1949-1978 – Jorge de Sena e Eugénio de Andrade que « reúne a correspondência que, de 1949 a 1978, Jorge de Sena e Eugénio de Andrade trocaram um com o outro. São as cartas em que dois grandes poetas – tão diferentes nos seus temas e na essencialidade da sua obra -, de uma forma franca e sem subterfúgios, falam da literatura, que era o centro das suas vidas. Mas estas cartas são também testemunho de uma límpida e surpreendente amizade, porta aberta à partilha das dificuldades da vida, dificuldades familiares ou profissionais. São cartas emotivas, retrato da vida social e política portuguesa, e nelas vemos, década a década, o rosto de Portugal, o rosto da literatura, o rosto da vida, mudar, ruga a ruga, letra a letra.», de 608 páginas, à venda por 26 euros.

Tenho andando muito solitária, bastante desenganada de literatos e sinto muito a sua falta, neste deserto intelectual. O saloísmo da maioria dos intelectuais portugueses é quase inacreditável e as fortes desilusões que tenho tido fizeram-me perder o ânimo.

Sophia de Mello Breyner Andresen, numa carta a Jorge de Sena.

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