Gisela João Esteve nas Nuvens no Coliseu de Lisboa

GAlegria e palco cheio ao ritmo do Valentim:  “Quero o Valentim Olaró laró. Quero o Valentim olaró, meu bem” marcaram o final do espetáculo de Gisela João no Coliseu de Lisboa na última noite de janeiro com o público a aplaudir de pé e quase a bailar também.

Entre diários de bordo, em 8 takes, com os sons do mar e voz off em pano de fundo, o cenário preparado por André e Teodósio exibia o nome de Gisela em nuvens, e foi nele que desfilaram as músicas que marcam a vida desde a Gisela pequenina até à Gisela grande de hoje. Com os meninos de ouro  – Ricardo Parreira na guitarra portuguesa, Francisco Gaspar no baixo e Nelson Aleixo na guitarra clássica, a acompanhar.

Gisela João não tem um fadista preferido, como não tem uma comida preferida ou um amigo preferido, mas gosta de fado e de poesia desde que escutou o “Que Deus me perdoe” pela primeira vez. Mas é fadista porque quer (e porque nasceu fadista). No alinhamento, escolhido com Frederico Pereira, não pôde faltar “O meu amigo está longe” ou “Madrugada sem sono”, entre inéditos, modas e fados. Originais interpretações como a de “O senhor extraterrestre” que Carlos Paião escreveu para Amália ou da “Casa da Mariquinhas” em versão muito própria, quase declamada, ou canções bailadas como “Moda do pézinho”, “Malhão” ou “Bailarico saloio”.

Na “Pomba Branca” de Max explicou que embora “as roupas felizes das crianças dos países” da canção se referia às chegadas à ilha da Madeira, para Gisela eram os primos que vinham de França e chegavam a Barcelos. De Beatriz da Conceição, com quem a comparam pela voz grave e os jeitos audazes, trouxe “O meu corpo” cantando com alma: “Quem fica é quem lembra toda a vida das saudades de quem parte e dos olhos de quem morre”.

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Quando o diário de bordo 8 anuncia a despedida, não sendo possível prender o público na sala para sempre, o palco enche-se de cor e de música popular com o coro e rancho folclórico minhoto a acompanhar Gisela. O mesmo grupo que voltaria no segundo encore para deixar o Coliseu a aplaudir e a cantarolar:

“Quero o Valentim Olaró laró
Quero o Valentim olaró meu bem“.

Reportagem de Madalena Travisco (texto) e Joice Fernandes (fotografia)

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