Gastronomia Lisboeta para saborear na Rota das Sedas

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

rota_sedas01[dropcap]N[/dropcap]um edifício que pertenceu à Real Fábrica das Sedas, paredes meias com o Largo do Rato, é hoje local de gastronomia tipicamente lisboeta. Com entrada discreta pela Rua da Escola Politécnica, a Rota das Sedas é um elegante restaurante, com diferentes tipos de ambiente, onde se pode degustar pratos da cozinha tradicional portuguesa, reinventados de forma contemporânea. No prato podem cair sabores tão enraizados na memória como os Peixinhos da Horta, Ovos Verdes, Canja de Galinha, Fava Rica com Morcela de Arroz, Pataniscas de Bacalhau ou Perdizes à Moda de Lisboa.

A mesa pode ser posta na elegante sala interior ou no terraço coberto, carregado de luz. No verão, o espaço exterior de jardim, abrigado pela sombra das árvores centenárias é uma forte hipótese a considerar. No centro desta casa lisboeta há um bar onde se pode fazer um compasso de espera e beber um copo enquanto se aguarda a chegada dos restantes convidados. Os grupos são aqui bem vindos e têm espaço privado, se assim o entenderem.

De todos os recantos, assim como dos pratos nesta Rota das Sedas, sente-se a paixão por Lisboa. Das mãos do Chefe Nuno Diniz podem sair os Pastéis de Massa Tenra, mas também os Carapaus de Escabeche, o tradicional Pica-Pau ou os Fígados de Galinha com Uvas e Cebolinha Caramelizada. Sobre a Sopa Parva que vimos na ementa disseram-nos ser uma sopa de legumes, mas encontra também a Sopa de Peixe à Lisboeta.

 

Da cozinha, chegou-nos O Meu Bacalhau, que em várias camadas apresenta uma combinação de bacalhau com molho bechamel, puré de grão, legumes e maionese e o Bife à Faustino. Por encomenda, pois exige especial preparação é possível pedir Cabeça de Garoupa Cozida com Legumes da Estação ou a Lebre à Bulhão Pato.

De sobremesa sugere-se o Leite Creme com Farófias, aveludado e doce qb para encerrar uma refeição sem sobredose de calorias. Se a ideia é arruinar de vez com a dieta, não há como fugir ao Queijadão de Sintra com Gelado de Eucalipto.

Teresa Arriaga, uma das sócias do restaurante, decorou o espaço mas também pôs o dedo na ementa, com a Salada da Arriaga ou o Pudim da Teresa. A gastronomia toma agora conta de um espaço com história onde, durante muitos anos, artesãos fabricaram as melhores sedas de Portugal.

A Real Fábrica das Sedas resultou da iniciativa de particular de Robert Godin que, em 1731, requereu autorização para estabelecer uma fábrica de tecidos de seda. Para além de se dedicar ao fabrico de manufacturas de seda, o empreendimento acabou por funcionar como uma escola e uma corporação de ofícios. Contou ainda com estruturas de apoio aos aprendizes como o refeitório e a enfermaria. Nos primeiros anos do século XIX a Real Fábrica das Sedas entrou num processo de decadência e acabou por ser extinta em 1833.

Mais recentemente, foi transformada para habitação, chegou a ser uma escola e depois um atelier de design. Hoje assume-se restaurante de “comida simples, inspirada em comeres rápidos, com uma concentração absoluta no gosto” como refere a ementa.

A Rota das Sedas abre de terça a sexta-feira, das 12h30 às 15h00 e das 20h00 às 23h00. Aos sábados das 12h30 às 16h00 e das 20h00 às 24h00 e aos domingos das 12h30 às 16h00.

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