Festival FUSO Decorre De 25 A 29 De Agosto Em Lisboa

De 25 a 29 de agosto o FUSO – Anual de Videoarte Internacional de Lisboa regressa aos jardins e claustros dos museus de Lisboa, para sessões de videoarte ao ar livre com entrada gratuita, sob o tema “Na Fronteira”.

Durante cinco noites o público poderá assistir gratuitamente, a cerca de 44 obras de videoarte, assim como a conversas em torno do tema “Na fronteira”, conduzidas pelo jornalista Vitor Belanciano.

A abrir as noites de programação do FUSO 2020 serão apresentadas as obras seleccionadas por Jean-François Chougnet, director artístico do FUSO, dos artistas portugueses ou artistas estrangeiros a residir em Portugal, que se candidataram através da Open Call. No ano em que o festival recebeu 220 inscrições, vão ser atribuídos dois prémios: Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT e o Prémio Incentivo RESTART.

No dia de abertura, a 25 de agosto, vão ser apresentados os vídeos em competic?a?o e, ao vencedor, vai ser atribuído um Pre?mio Aquisic?a?o Fundac?a?o EDP / MAAT e o Prémio Incentivo Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, atribuído pelo público. Nesta edição de 2021 foi ainda renovada a parceria com a Ar.Co – Escola de Arte e Comunicação Visual, com a exibição de cinco trabalhos dos seus alunos do Curso de Cinema/Imagem em Movimento intitulada “À distância”.

A curadora brasileira Daniela Labra programou uma sessão intitulada “Voo livre” composta por 9 vídeos, de artistas maioritariamente sul-americanos, que acordam temas contemporâneos, como espiritualidade, performatividade, antropoceno, ficção científica, futurologia, transdisciplinaridade, cultura digital, revisões históricas e finalmente a dança como elemento de revolução social. Esta sessão é exibida no dia 26 de agosto no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

No dia 27 de agosto é exibido, no Palácio Sinel de Cordes – Trienal de Arquitetura de Lisboa, o programa do curador espanhol Agustin Pérez Rubio: “Lenguas de Fuego” , um título baseado no texto de Gloria Anzaldúa (1942-2004) – considerado por muitos como a obra seminal do nascimento dos estudos queer decoloniais.

Susana Sousa Dias, apresenta no dia 28 de agosto, a sessão “Avant l’existence”, onde propõe cinco trabalhos de cinco artistas que operam na intersecção entre arte e política, expondo estes constrangimentos e abordando maneiras de os superar, tornando visível e audível o que se pretende manter oculto.

No último dia do festival, a 29 de agosto, a curadora norte-americana Lori Zippay, programa uma sessão especial em homenagem à norte-americana Barbara Hammer (1939-2019), reconhecida como a pioneira do cinema experimental queer e feminista. Lori Zippay seleccionou três obras representativas do seu trabalho: Sisters! (1973); Sanctus (1990); e Generations (2010).

O FUSO é uma produção da Duplacena com entrada livre, e condicionada à lotação.

A programação completa pode ser vista aqui.

Programa

Praça do Carvão do Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT)
25 agosto | 22h00
Programa Jean-François Chougnet (FR): OPEN CALL – vídeos seleccionados a concurso

Jardim do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
26 agosto | 22h00
Programa Daniela Labra (BR): VOO LIVRE
Mediador: Vítor Belanciano

Palácio Sinel de Cordes – Trienal de Arquitetura
27 agosto | 22h00
Programa Agustín Pérez Rubio: LENGUAS DE FUEGO
Mediador: Vitor Belanciano

Castelo de São Jorge
28 agosto | 22h00
Programa Susana de Sousa Dias (PT): AVANT L’EXISTENCE
Mediador: Vítor Belanciano

Claustro do Museu da Marioneta
29 agosto | 22h00
Programa Lori Zippay (EUA): SESSÃO ESPECIAL: BARBARA HAMMER
Programa Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual: À DISTÂNCIA
Cerimónia de Entrega de Prémios da OPEN CALL

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.