Festival do Crato 2015 – 4 dias de casa cheia no Norte Alentejano

crato_01Reportagem de Eva Mota (texto) e Manuel Ceia (fotografias)

Há 31 anos que o Crato acolhe a mais esperada festa da região, recentemente adaptada à dinâmica de festival. A  edição deste ano teve uma afluência sem precedentes, em que nem a realização simultânea das Festas do Povo em Campo Maior lhe roubou as atenções. Foram quatro dias de música, animação, artesanato e gastronomia que fizeram da pacata vila do Crato a meca de milhares de festivaleiros de todo o país. Com uma afluência mais jovem do que em anos anteriores, o cartaz diversificado e com grandes nomes nacionais e internacionais, fizeram as delícias de todos. O primeiro dia do festival, a 26 de agosto, contou com as atuações de Carlão, Marcelo D2 (que convidou o português Dengaz para se juntar a si em palco) e fechou com a espetacular atuação de SOJA. Uma noite dedicada ao hip hop e ao reggae, ritmos que coincidiram com a boa onda sentida entre os festivaleiros.

James Arthur
James Arthur

No dia 27 de agosto as portas abriram-se com a simpatia e talento de Carminho, seguindo-se a doçura contagiante da voz de Selah Sue e a fechar com a performance mais esperada da noite: James Arthur. A sexta feira, dia 28 de agosto, foi noite de enchente no Crato. O cartaz para este dia, predominantemente nacional, contou com as atuações dos D.A.M.A. e d’Os Azeitonas (com participação especial de António Zambujo e Luísa Sobral). Numa noite encerrada por Tom Odell, o destaque é nacional, com Os Azeitonas a colocarem toda a plateia a vibrar e ainda a despertar os corações mais românticos, com um pedido de casamento em palco de uma jovem do público. A última noite do Festival do Crato abriu com os The Black Mamba, seguindo-se Linda Martini e os germânicos Guano Apes, os quais apresentaram um repertório focado em músicas do novo álbum e algumas versões de clássicos como Open your Eyes e Big in Japan. Todas as noites o afterhours foi assegurado por Dj’s.

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Este ano o evento teve duas áreas distintas: a zona de festival, apenas com entrada paga, e a Feira de Artesanato e Gastronomia, com acesso livre. Mais de 100 expositores apresentaram as suas peças, alguns deles a trabalhar ao vivo, com destaque para os artesãos do município do Crato, rico em olaria, pintura de cerâmica, madeira e esculturas em granito. Na zona de acesso livre foram realizados espetáculos e atividades diárias, de raiz profundamente cultural, como o folclore, tango, flamenco, fandango, cante alentejano, saias de Campo Maior, fado, entre outros. A gastronomia, riquíssima no município e no distrito de Portalegre, é desde sempre uma das bandeiras do Festival do Crato. Para além dos restaurantes oficiais, os visitantes tinham várias barraquinhas com petiscos e iguarias locais da melhor qualidade. Com esta nova dinâmica, de acesso livre à zona de artesanato e gastronomia, o Festival do Crato permitiu-se continuar a ser uma festa da família e da região, a par de um evento que mobiliza jovens de todo o país, como tantos outros festivais de verão.

Apesar da organização não divulgar números oficiais, o recinto esteve esgotado em praticamente todos os dias do Festival do Crato. A organização reforçou ainda a rede especial de transportes entre o Crato e as localidades envolventes e a zona de camping, com melhores infraestruturas e um Fun Park, onde os festivaleiros puderam praticar desportos radicais.

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