Festival Ao Largo Anima Largo De São Carlos Entre 15 E 30 de Julho

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O Festival ao Largo está de volta ao Largo de São Carlos, em Lisboa, de 15 a 30 de julho, numa edição em que comemora os 200 anos da independência do Brasil, numa programação assinada por por Elisabete Matos (Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos), Carlos Prado (Diretor Artístico da Companhia Nacional de Bailado) e por Rui Lopes Graça (Coordenador dos Estúdios Victor Córdon).

Pela primeira vez desde a criação do festival, a abertura vai estar a cargo da Companhia Nacional de Bailado, na sexta-feira, 15, e que apresenta até dia 17, Concerto Barocco, com coreografia de George Balanchine, Passo Continuo, do coreógrafo italiano Mauro Bigonzetti, a partir da música de Johann Sebastian Bach, e Snow, do português Luís Marrafa.

A estreia da música faz-se no dia 19, com a soprano Lara Martins, acompanhada por Olga Amaro, no piano, e João Gentil, no bandonéon, que irá apresentar o seu mais recente disco Canção, que combina tango argentino, música brasileira e fado, onde se revelam composições de Astor Piazzolla, Camargo Guarnieri, Alain Oulman ou do português Daniel Bernardes.

No dia 20 a Banda Sinfónica Portuguesa, dirigida por Francisco Ferreira, interpreta peças de Nikolai Rimsky-Korsakov, Óscar Navarro, Dmitri Shostakovich e Duarte Pestana, e que apreseta um programa com influências da música espanhola ao jazz. O concerto conta com a participação do clarinetista e pedagogo António Saiote, termina com Arco Íris de Duarte Pestana, peça icónica do repertório português.

A 22 e 23 de julho a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São
Carlos apresentam três obras notáveis de três compositores brasileiros, num espectáculo que assinala os 200 anos da independência do Brasil. Ópera Fosca, de Carlos Gomes, a “suite” Bachiana Brasileira n.o 4, de Heitor Villa-Lobos e do bailado afro-brasileiro Maracatu de Chico-Rei, de Francisco Mignone, num concerto que marca também o regresso do maestro paulista Roberto Tibiriçá a Portugal.

A 26 e 27 de julho o programa Território V, produzido pelos Estúdios Victor Córdon, apresenta este ano Valse do coreógrafo catalão Marcos Morau, diretor da companhia La Veronal, e uma nova criação da coreógrafa canadiana Dorotea Saykaly, vencedora da 1a edição do prémio Emily Molnar Emerging Choreography Award, em 2021. Ambas as criações são interpretadas por doze jovens bailarinos de nove escolas de dança nacionais.

E ainda uma curta-metragem de Sara Bernardo e Pedro Emes Nogueira, a dupla de realizadores portugueses vencedores do prémio Território|Estúdios Victor Córdon, na categoria Melhor Realizador Nacional, numa parceria com o INSHADOW Lisbon Screendance Festival.

O festival encerra nos dias 29 e 30 de julho, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa, que apresentam Carmina Burana, do compositor Carl Orff, estreada originalmente em 1937. O concerto é dirigido pelo maestro Antonio Pirolli e conta com a voz dos intérpretes Rita Marques, Marco Alves dos Santos e André Baleiro.

O Festival Millennium Festival ao Largo vai decorrer nos dias 15, 16, 17, 19, 20, 22, 23, 26, 27, 29 e 30 de julho, à noite, e a entrada é livre.

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