Lisboa Já Cheira A Sardinhas E A Manjericos

Por Elsa Furtado / Fotos de Elsa Furtado e Miguel Quesada - Arquivo C&H

Lisboa já cheira a sardinhas e a manjericos, e a música popular já anda no ar pelas ruas e ruelas da cidade, é mais uma edição das festas populares, que animam a Capital até dia 1 de julho.

Com uma programação muito rica e variada que assinala o aniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro e do Museu em sua homenagem, as festas tentam moderniza-se e reinventar-se sem perder a sua essência.

O hino “Lisboa, Lisboa”, é uma das novidades e reflete uma metrópole agitada e cosmopolita, tal como um guia ilustrado e várias intervenções de arte urbana e contemporânea, que vão acontecer um pouco por toda a cidade.

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Destaque para a iniciativa Criar Lisboa, que  leva três projetos artísticos (vencedores de um open call ao qual concorreram mais de 119 ideias) a três miradouros da cidade. A primeira intervenção chama-se “Pavilhão” e está disponível para ser visitada  até 14 de junho, no Miradouro de Santo Amaro, e consiste num painel de azulejos parabólico que funciona como um espelho acústico, a partir do qual o visitante pode escutar atentamente a paisagem sonora , enquanto observa uma imagem construída com fragmentos de azulejos industriais portugueses que são um reflexo espetrográfico dessa mesma sonoridade.

Uma nova exposição de sardinhas, Palavra de Sardinha, com uma centena de trabalhos selecionadas das quase 9 mil propostas que foram submetidas ao concurso, na Galeria da Fundação Millenium BCP (na Rua Augusta), inspirada no universo fantástico da Guerra dos Mundos de H.G. Wells, e novas sardinhas produzidas pela Bordallo Pinheiro são outra das propostas da programação deste ano.

Pelos bairros tradicionais, como Alfama, Mouraria, Bica, Graça, Ajuda ou Campolide os arraiais já animam as noites, com bailaricos e esplanadas improvisadas e os tronos de Santo António já alegram as montras, becos, portas e algumas casas da cidade.

marchas_texto_2Pelas diversas salas de espetáculo, galerias e espaços públicos a animação multiplica-se. Amanhã, 10 de Junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, o Terreiro do Paço acolhe o espetáculo Deixem o Pimba em Paz, com Bruno Nogueira e Manuela Azevedo, às 22h00.

O projecto Sons D’Água leva três espetáculos ao Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras. Com uma formação instrumental fixa, composta pelas guitarras acústicas de Diogo Clemente, percussões de Miroca Paris e Sandra Martins no violoncelo, clarinete e flauta, em  cada dia, os músicos recebem um convidado diferente: Sara Correia (1), Rão Kyao (15) e Carolina (29). A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia e limitada a 200 pessoas.

Vai haver ainda Fado no Castelo, fado nas ruas, jazz nos jardins, concertos de coros de todo o mundo e bandas filarmónicas de todo o país; o teatro nas lojas da baixa pombalina está de volta, provas desportivas, iniciativas literárias, festivais e muito, muito mais.

Um dos pontos altos das festas é sem dúvida alguma o desfile das Marchas Populares na Avenida, na noite de 12 de junho, que se apresentam ao público, já na última etapa do concurso, depois de terem desfilado no MEO Arena, nos dias 3, 4 e 5.

Destaque ainda para uma instalação de água, luzes e música na Fonte Monumental da Praça do Império, em Belém, onde se pode cantar e dançar o hino das Festas, durante todo o mês de junho, ao anoitecer.

MiguelQuesada-1283 As festas terminam no dia 1 de julho, com o espetáculo Globaile, no Jardim da Torre de Belém, que começa às ntrada livre. Por aqui vão passar no Palco IC19 os
DJs KKing Kong e Dotorado Pro e Live act com Batuk (África do Sul); e depois no Palco Komba, às 20h00 os Dengue Dengue Dengue (Perú) e Baile funk com MC Bin Laden (Brasil). Às 22h00 é a vez dos Buraka Som Sistema encerrarem as festividades.

 

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