Fátima – O Dia Em Que O Sol Bailou: A Fé E A História Recriadas Através Da Dança

Por Elsa Furtado e Madalena Travisco - Texto e Fotos de Joice Fernandes e Ben do Rosário

Depois de ter estreado em Fátima, passou agora pela Capital, no Teatro Tivoli, o espetáculo Fátima – O Dia Em Que O Sol Bailou, uma produção inspirada nas Aparições criada para as Celebrações do Centenário.

O espetáculo tem cerca de uma hora de duração e combina vários tipos de linguagens e técnicas, com especial enfoque no vídeomapping e na dança contemporânea, interpretada pelos 28 elementos de nacionalidades diferentes da Vortice Dance Company, com coreografia de Cláudia Martins e Rafael Carriço; e interacção entre os atores – pessoas reais e imagens de vídeo e fotografia, com música a acompanhar. Pretende “Mais do que contar os milagres, pretende mostrar o efeito e influência destes na vida das pessoas e na História”, explicam os autores.

Seguindo a linha cronológica dos acontecimentos, o espetáculo começa com uns alegres e inocentes Jacinta, Francisco e Lúcia que brincam pelo campo enquanto tomam contas das ovelhas, num solarengo 13 de maio de 1917, de repente, o céu fica escuro e uma luz brilhante lhes aparece, e eis que uma senhora “tão linda e mais brilhante que o Sol” começa a falar com eles. Diz-lhes que vai voltar mais 6 vezes, e perguntas-lhes se eles estão dispostos a sofrer e a fazer sacrifícios para remissão dos pecados das pessoas e para agradar a Jesus, ao que eles respondem que sim, dando assim início a uma das mais importantes e poderosas histórias ligadas à fé em Portugal e no Mundo.

Depois da primeira aparição são retratados vários momentos, pensamentos e receios relacionados com as aparições. O início das peregrinações, as promessas, as velas e figuras de cera entregues em agradecimento, as visões do inferno, tudo segundo as Memórias da Irmã Lúcia, até 13 de outubro, dia em que chovia torrencialmente e uma multidão aguardava o aparecimento da “Senhora Bonita” junto a uma azinheira, e de repente, a chuva parou e o Sol Surgiu.

Como o Sol Bailou ao meio dia em Fátima.

Assim descreveu o momento o jornal O Século.

A narrativa continua, com a doença e morte de Jacinta, o pedido de consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria; a entrega  de joias oferecidas por centenas de mulheres portuguesas para realizar a coroa de ouro da imagem da Nossa Senhora em 1942, como agradecimento por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial; o anúncio da Terceira Parte do Segredo, em Maio de 2000 pelo Cardeal Angelo Sodano, e a acção da vidente Lúcia, com os seus escritos a contribuírem para a expansão da Mensagem de Fátima.

Termina de forma apoteótica e muito emotiva, com a Procissão das Velas, juntando os Pastorinhos e os “peregrinos”, apresentando a Fé no seu expoente máximo.

Embora com um cariz muito contemporâneo, o espetáculo pretende também ser intemporal, focando-se acima de tudo na questão mais importante e essencial de toda a história – a Fé.

Fátima – O Dia Em Que O Sol Bailou pode ser visto hoje uma última vez, no Teatro Tivoli, em Lisboa, pelas 16h30. Os bilhetes podem ser adquiridos no local e custam entre 12,50 a 22,50 euros.

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