Exposição Sobre O Luxo Asiático Da Porcelana, Laca E Seda Para Ver No MNAA

O Museu Nacional de Arte Antiga apresenta na Sala do Teto Pintado, a exposição O Luxo Asiático. Porcelana, Laca e Seda – do consumo a apropriação, revelando a influência que a porcelana chinesa teve na produção da faiança portuguesa, com a apresentação de uma ampla seleção de peças, com destaque para as produções de faiança portuguesa e de porcelana chinesa, não tendo sido esquecidos outros bens de consumo, nomeadamente as lacas e as sedas, que determinaram, na época, o sucesso do grande intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente.

Os oleiros de Lisboa foram os primeiros a ver chegar à capital grandes quantidades de porcelana chinesa muito valiosa que tentaram copiar, pelos lucros que queriam obter, criando a faiança portuguesa”, recordou o comissário da exposição, Rui Trindade.
As peças em exposição documentam a influência da porcelana Ming, dos séculos XVI e XVII, na cerâmica portuguesa (1559-1687), e, em geral, o papel de Lisboa como recetor de bens do Oriente, quando a cidade se tornou um importante centro produtor de faiança.
“É uma forma de observar o desenvolvimento da faiança portuguesa naquela época”, disse Rui Trindade sobre o objetivo da exposição que apresenta peças que na altura eram muito caras pela sua qualidade, tal como a laca e a seda, outros objetos de luxo que circulavam, e cujos percursos eram frequentemente coincidentes. “Estes requintados bens de consumo promoveram também, na arte europeia, as mais variadas expressões plásticas de um gosto orientalizante.
De todos os produtos de luxo oriundos das rotas comerciais estabelecidas entre o Oriente e a Europa – especialmente entre a China e Portugal – a partir do início do século XVI, a porcelana, foi, sem dúvida, o mais apreciado.
Mesmo não alcançando o valor da porcelana chinesa, a faiança portuguesa foi uma história de sucesso “entre a primeira e a segunda metade de quinhentos, tanto mais que a porcelana só veio a ser inventada na Europa, no século XVIII”.
Aparentemente, à medida que se avança para as últimas décadas do século XVI, a louça portuguesa começou a ser levada para rotas do norte da Europa, África, Ásia, América Central e do Sul e, já no século XVII, era conhecida nas colónias europeias da América do Norte.

A exposição vai estar patente até 26 de janeiro de 2020, podendo ser vista de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 18h00. Os bilhetes estão à venda na bilheteira do museu, e têm um custo de 6 euros.

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