A Estupidez No Teatro Da Politécnica

De 11 de janeiro a 25 de fevereiro está em cena, no Teatro da Politécnica, a peça A Estupidez de Rafael Spregelburd, com Andreia Bento, António Simão, David Esteves, Guilherme Gomes e Rita Cabaço, numa encenação de João Pedro Mamede.

Tudo se passa em quartos de motel dos arredores de Las Vegas. Cinco actores interpretam vinte e quatro personagens a um ritmo desenfreado. O talento de Spregelburd está na sua capacidade de misturar as formas e sobrepôr géneros muito diferentes. Da ridicularização do melodrama ao road movie, de Pinter a Tcheckov, passando por Quentin Tarantino, somos levados num impressionante redemoinho. À sua maneira, Rafael Spregelburd coloca em cena o caos, ou seja, um mundo à deriva que não mais é suportado por uma força centrífuga. Onde está o desvio quando já não há centro? A transgressão é ainda possível, quando já não há uma base moral sólida?

 

RICHARD: Vamos pôr as coisas noutros termos. O valor desta pintura reside fundamentalmente no facto de pouco restar daquilo que ela foi. É como o ouro, como o petróleo, como os recursos naturais: o preço aumenta em função do seu lento – mas persistente – desaparecimento.

Rafael Spregelburd, A Estupidez

Para ver às terças e quartas, pelas 19h00, de quinta a sábado, às 21h00 e aos sábados também às 16h00, no Teatro da Politécnica.

Os bilhetes custam 10 euros (descontos para estudantes, menores de 20, maiores de 65 e grupos de mais de 10 pessoas, protocolos, profissionais do espetáculo e dia do espetador (3ª feira)) e estão à venda no local e locais habituais.

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