Duarte no CCB – Dos mistérios de Lisboa à roda do novo trabalho

Joice Fernandes © canelaehortela.comReportagem de Madalena Travisco e Joice Fernandes

Em ambiente intimista e acolhedor, o concerto do Duarte na noite de 28 de fevereiro foi o terceiro, do ciclo 12 meses/12 concertos da programação do CCB Há Fado no cais.
O jovem fadista de Évora preencheu o Pequeno Auditório do CCB logo ao começo, de samarra alentejana, com o “Vai de Roda” cantado à capela com Adufe. Agradeceu ao publico que faz parte desta roda.
Este concerto que apresentou Duarte num palco do CCB, é também um elo de ligação entre o trabalho anterior “Aquelas coisas da gente” e o trabalho que está para sair ainda este ano. Acompanhado por Paulo Parreira na guitarra portuguesa, José Elmiro na viola e Daniel Pinto no baixo, houve fado meia noite, fado tamanquinhas, fado menor, fado Alberto, fado carriche e fado das horas. Com letras quase sempre suas, algumas do próximo trabalho a publicar.
Depois de uma viagem, como ele chamou, da “Évora doce” até Lisboa, saindo do palco durante um instrumental de cordas com arranjo de Paulo Parreira, regressou com nova indumentária, sobre imagens projetadas do rio Tejo, com os “Mistérios de Lisboa”.
Também se acompanhou a solo à viola em músicas emblemáticas como a “Maria da Rocha” ou o “Hino dos mineiros”.
Num percurso que demorou 10 anos a chegar ao CCB, partilhou sempre os aplausos com o trio de músicos, assumiu teimosia em cantar coisas antigas, dedicou um fado menor aos fadistas que lhe deixaram tamanho legado. No final de dois encores, dirigindo os agradecimentos,  terminou:
“Agradeço a vocês. Obrigado por me ajudarem na construção da roda. Obrigado. Vamos-nos vendo por aí.”

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