Dua Lipa Conquistou A Altice Arena

Por Vânia Marecos

Dua Lipa conquistou a Altice Arena com a sua voz, brilho e muita dança. Lisboa foi o ultimo palco Europeu da digressão Future Nostalgia e isso notou-se. Quase não há paragens entre musicas e as transições entre os diferentes momentos do espetáculo têm animação pelos bailarinos, enquanto a cantora britânica troca de guarda roupa, as coreografias já estão memorizadas ao pormenor, não fosse este o 60º concerto da digressão que teve inicio em fevereiro em Miami.

Ao longo do concerto viajamos por diverentes cenários, começamos num ginásio a fazer lembrar as cassetes VHS, com coreografias de Jane Fonda nos anos 80, e é ao som de “Physical” que Dua Lipa sobe ao palco com um maiô rosa choque, que combinavam com os flamingos neon e os chapeus de chuva metalizados em “New Rules”.

O amor estava no ar e letras desvendavam as aventuras e desventuras amorosas desde “Love Again” passando por ”Break My Heart” e terminando em “Be the One” do primeiro album da cantora britânica.

A viagem continua e a proxima paragem é no bar “The North Atlantic- fresh seafood and cocktails”, onde os cocktails são servidos por dois bailarinos em patins, ao som de uma gravação de IDGAF, para sem demora entrarmos no fundo do mar, qual pequena sereia, onde Dua Lipa escapa ao ataque de uma lagosta gigante.

A segunda parte inicia-se com uma enorme lagosta insuflável ao fundo e a cantora de fato de banho prateado a cantar “We’re Good”, sozinha numa piscina que nasceu em palco. De novo reunida com os seus bailarinos ouvimos “Good in Bed” e “Fever”, o dueto com Angéle, e terminando a atuação com “Boys will be Boys”.

Nova mudança de cenário e guarda roupa, onde Dua Lipa reaparece com um outfit que é um misto de colegial e roupa interior desportiva, e desembarcamos numa discoteca que abriu no centro da arena, onde dançamos freneticamente ao som de “One Kiss”, “Electricity”. As batidas continuam em “Hallucinate” com uma dança sensual de cadeiras e o terceiro ato termina com o dueto “Cold Heart”, acompanhado no ecrã gigante por Elton Jonh, enquanto cantora e bailarinos “abraçavam” uma bandeira arco-iris e o publico iluminava a sala com as luzes dos telemóveis.

Estávamos a chegar ao fim, mas não sem antes a cantora aparecer suspensa, num maiô preto e dourado, numa plataforma ao som de “Levitating” por entre estrelas e planetas que pairavam no ar iluminados pela luz ténue de um eclipse ao fundo.

Para o encore estava reservado o tema que dá nome ao segundo algum de estúdio da cantora e à digressão: Future Nostalgia terminando ao som do seu single “Don’t Start Now” com o público todo a saltar e a cantar.

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