Diabo à solta no Tivoli

DReportagem de Tânia Fernandes e António Silva

 

O Diabo andou à solta ontem no Teatro Tivoli. Os bilhetes para o mais recente concerto dos Diabo na Cruz foram disponibilizados gratuitamente, na véspera do concerto e esgotaram em duas horas e meia. Amigos, familiares, mas principalmente os seguidores fizeram questão de assistir com todo o entusiasmo à apresentação desta banda que leva a música tradicional portuguesa até ao rock.

“Os loucos estão certos/ É preciso ouvi-los/ Foram avisados não nos querem mal.
Os loucos estão parvos/ Os parvos estão no trono/ O trono que era bênção fez-se maldição”

O calor que se fez sentir no Teatro Tivoli aproximou-se do inferno, fazendo com que os “Diabos” se sentissem em casa. Aos primeiros acordes, as cadeiras do teatro passaram ao estatuto de estorvo. O público em pé, dançou, cantou e incentivou a banda a tocar com toda a garra, ainda que o espaço não fosse o mais adequado. Os temas dos já bem conhecidos “Virou!” e “Roque Popular” fizeram furor e os novos temas introduzidos no alinhamento fazem crer que o próximo álbum, do qual já adiantaram “Vida na Estrada”, será igualmente bem aceite. O som deficiente, não permitiu desvendar as novas letras. Apenas acompanhar a batida de rock popular, como se autoclassificam.

Verdades ditas em cantigas, que contagiaram também quem aproveitou a embalagem da“borla” para conhecer esta banda. Este é uma espécie de baile punk lusitano, com as letras a abordar temáticas rurais, os ritmos a fazer a ponte com o folclore, muita energia e guitarra elétrica a compor o embrulho.

“É casamento já que hoje ninguém casa e/ É casamento para alegrar a minha mãe/ É casamento porque és linda como a Lua e/ É casamento que eu não quero mais ninguém”

Agradecimentos deixados para o encore e tentativa de baixar a cortina com “Memorial dos Impotentes”. A euforia é geral e perante a insistência do público, voltam ainda para “Bom tempo”:

“E o que é que faz o Tivoli se o Diabo se calar? ASSOBIA!”

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