Dia de Rainhas em Santa Apolónia

Reportagem de Alexandra Gil

rainhas_18Quem passa por Santa Apolónia já se terá, decerto, habituado, a ver navios de cruzeiro atracados no Tejo. Mas hoje a manhã apresentava um cenário bastante diferente do habitual. O olhar perdia-se não em um, mas em três navios. E dos mais imponentes do mundo. Lisboa vestiu-se a rigor com o sol a receber as três rainhas da Cunard: Queen Mary 2, Queen Victoria e Queen Elizabeth.

Verdadeiras cidades flutuantes, com quase 300 de comprimentos e cerca de 20 andares, os navios da companhia mãe do Titanic, tornaram o dia 6 de maio de 2014 um marco histórico para o turismo de cruzeiros na capital. É que para além de Southampton e Nova Iorque, Lisboa é o terceiro porto a receber em simultâneo tão real visita e logo no dia que assinala o início das comemorações do décimo aniversário do Queen Mary 2, o navio bandeira da Cunard.

E como se não bastasse, ao trio juntam-se ainda hoje outros três navios, o que de acordo com a administração do Porto de Lisboa, faz com que a cidade receba 13 mil passageiros e 5 mil tripulantes, num total de 18 mil turistas. Trocada por euros, este que é o melhor dia de sempre para o turismo de cruzeiros da capital poderá sagrar-se num impacto económico superior a 1,4 milhões, em compras, gastos em restauração, transportes e visitas a museus.

Já David Rousham, diretor de Desenvolvimento Internacional para a Cunard Line afirma: “Depois de Southampton e Nova Iorque, Lisboa é o porto mais visitado pelos navios da Cunard. É sempre um prazer visitar Lisboa, a receção é calorosa, a cidade oferece aos nossos passageiros um amplo espectro de atrações culturais e turísticas e as instalações portuárias são excelentes. Consideramos que há ainda margem para melhorar e crescer, e aguardamos ansiosamente pela conclusão do terminal. Da nossa perspetiva, prevemos uma presença cada vez mais frequente em Lisboa.”

No cais do porto, por volta das nove da manhã, já centenas de turistas desembarcavam, entre sorrisos, fotografias, tentando alguns deles contornar o assédio dos guias em busca de clientes para os habituais circuitos pela cidade.

rainhas_14Num dia tão especial, a hospitalidade não podia faltar à beira-rio. Uma tenda com vista para dois dos navios, recebeu a cerimónia solene de boas-vindas às reais visitas. Na primeira fila, representantes da tripulação das rainhas destacavam-se pelas fardas brancas, enquanto a Banda da Marinha fazia a festa com temas da música popular portuguesa. Seguiram-se os discursos da praxe a cargo de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que ressalvou os descobrimentos portugueses, mas e também a hospitalidade da capital e a importância do turismo de cruzeiros para a economia.

O comandante do Queen Victoria retribuiu as gentilezas, tendo sido depois a vez dos secretários de Estado do Turismo e das Infraestruturas, Transportes e Comunicações discursarem perante os convidados ansiosos por subir a bordo das cidades flutuantes. E para que o dia não ficasse esquecido, foram trocadas placas entre as entidades presentes. A Marcha dos Marinheiros, a cargo da Banda da Marinha, marcou a despedida desta cerimónia.

No cais do porto, a calmaria vai-se instalando. Do lado de lá, frente à estação, muitos são ainda os curiosos. Os turistas, esses estão já a caminho da Baixa, do Mosteiro dos Jerónimos, de Sintra, de Cascais. Não há tempo a perder, a visita é curta. Que ao final do dia, as rainhas deixam Lisboa rumo a Southampton.

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