Culturgest Promove Ciclo De Memórias Coloniais

O extenso programa, que abre a temporada 2019/2020 da Culturgest, incluirá teatro, conferências, debates e cinema, envolvendo o Goethe Institut, os grupos de investigação AFRO-PORT Afrodescendência em Portugal e Discursos Memorialistas e a Construção da História e o projeto Memoirs – Filhos do Império e Pós-Memórias Europeias, de França, Bélgica e Portugal. 

O ciclo estender-se-á até outubro e contará, por exemplo, com a conferência Políticas da Memória Seletiva, da historiadora marroquina Fátima Harrak, e com a retrospetiva cinematográfica coordenada por Maria do Carmo Piçarra com os vários subgéneros cinematográficos dos filmes coloniais.

No dia 24 de setembro, às 18h30, acontecerá uma mesa redonda sobre arquivos cinematográficos pós-coloniais e o poder a ele associados, tanto para europeus como para africanos. Nela participarão a realizadora portuguesa Filipa César, o cineasta angolano Fradique, o diretor artístico nigeriano Didi Cheeka e o cineasta egípcio Tamer El Said.

A 26 de setembro, às 18h30, no Pequeno Auditório, a conferência Memórias Africanas em Portugal debruça-se sobre histórias de africanos, afrodescendentes e afro-diaspórios em Portugal, marcado intensamente pela negação da queda do império após o 25 de abril.

Segue-se um debate com Julião Soares de Sousa (Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX, Universidade de Coimbra), Inocência Mata (Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa), Iolanda Évora (Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina, ISEG, Universidade de Lisboa) e Carla Fernandes (AfroLis). Este encontro apresenta o resultado dos projetos de investigação AFRO-PORT Afrodescendência em Portugal e Discursos Memorialistas e a Construção da História com o objetivo de registar as memórias orais sobre a história do colonialismo e sublinhar a sua importância na história africana e portuguesa.

A peça Os Filhos do Colonialismo Português, de André Amálio, pela companhia de teatro Hotel Europa, que deu o mote para todo o ciclo, estreia-se no dia 26 de setembro, no Grande Auditório da Culturgest, tratando da questão da pós-memória do período colonial. A partir do arquivo pessoal, André Amálio irá ainda protagonizar, a 5 de outubro, uma performance de 13 horas intitulada O Fim do Colonialismo Português.

No dia 3 de outubro, no Pequeno Auditório, o projeto MEMOIRS — Filhos do Império e Pós-memórias Europeias junta investigadores que se interessam de modo comparado às memórias coloniais dos contextos francês, belga e português, e apresenta um debate e uma performance à volta da questão “como se manifestam as memórias do fim do colonialismo em termos sociais, culturais e artísticos na Europa”.

A entrada nas conferências, debates, instalação e ciclo de filmes é gratuita (sujeita à lotação da sala e mediante levantamento de bilhete), o bilhete para o espetáculo de teatro custa 12 euros (a partir de 6 euros com desconto) e o bilhete para a performance custa 6 euros (preço único sem descontos).

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