Companhia Paulo Ribeiro Comemora 20 anos na Culturgest com A Festa

image005 (5)Estreia hoje, na Culturgest, A Festa (da insignificância), pela Companhia Paulo Ribeiro, o trabalho que assinala os 20 anos de atividade conjunta.

“Quero festejar (…) para dar corpo à utopia”, refere Paulo Ribeiro em comunicado de imprensa.

“(…) O processo criativo é quase sempre angustiante, mas também festivo. Inevitavelmente celebramos a totalidade das nossas possibilidades físicas e mentais. Há sempre uma entrega que nos ultrapassa. Há sempre surpresa, há sempre festa!!!!! Há sempre uma dimensão de ritual que nos transforma, que vivifica, que altera, que nos aproxima do outro.

E é esta a minha festa. Quero festejar para dar corpo às motivações interiores e secretas. Dar corpo à utopia, à expectativa, à vontade de criar uma plataforma de entendimentos e cumplicidades. E isso não se limita ao espaço circunscrito do palco. Estende-se a todos os que estão presentes, sejam eles passivos ou ativos. (…)”

Natural de Lisboa, Paulo Ribeiro começou por fazer carreira como bailarino em várias companhias belgas e francesas. A estreia enquanto coreógrafo deu-se, em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi cofundador. De regresso a Portugal, em 1988, começou por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian. A sua carreira de coreógrafo expandiu-se no plano internacional, a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome como Nederlands Dans Theater II, Grand Théâtre de Genève ou Centre Chorégraphique de Nevers, entre outras.

Em 1995, fundou Companhia Paulo Ribeiro. O trabalho com a própria companhia permitiu-lhe desenvolver melhor a sua linguagem pessoal como coreógrafo. Ao longo da carreira, tem ganho vários prémios de relevo, como o “Prix d’Auteur”, nos V Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint Denis (França); o “New Coreography Award”, atribuído pelo Bonnie Bird Fund Laban Centre (Grã-Bretanha); o “Prix d’Interpretation Collective”, concedido pela ADAMI (França); ou ainda o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa (2001), entre outro.

O coreógrafo tem-se ainda dedicado à formação, orientando vários workshops em Portugal, mas também em países onde a companhia tem marcado presença. Lecionou a disciplina de Composição Coreográfica, no âmbito do Mestrado na especialidade de Criação Coreográfica Contemporânea, promovido pela Escola Superior de Dança, e deu aulas na Escola de Dança do Conservatório Nacional

A Festa (da insignificância), de Paulo Ribeiro, estreia hoje no Grande Auditório da Culturgest às 21h30 e repete sábado. Os bilhetes custam 12 euros ou 5 euros para desempregados e jovens até aos 30 anos.

Este trabalho será também apresentado no Teatro Viriato a 18 e 19 de dezembro e no Teatro Nacional de S. João de 18 a 20 de fevereiro de 2016.

Texto de Tânia Fernandes

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