Coliseu Dos Recreios Viveu Concerto Intimista Com Tiago Bettencourt

Por Susana Paim (Texto) e Diana Silva (Fotos)

No centro da plateia e no centro do Coliseu, Tiago Bettencourt atuou no passado dia 6 de dezembro, apresentando, ao vivo, o seu mais recente trabalho de originais do álbum A Procura.

Numa experiência de 360º, com três microfones distribuídos pelo palco, o cantor esteve mais próximo que nunca de um público atento, exigente e feliz. Tiago Bettencourt disse no início, que queria um concerto especial e cumpriu. Partilhou com o público as histórias por detrás das canções, a profundidade das suas letras simples, e a simbiose perfeita entre músicas e canções.

Num pequeno quadrado de luz, Tiago Bettencourt e os Mantha proporcionaram, durante quase duas horas, um espetáculo de total proximidade com o público. Quer com os seus temas mais recentes, como “Diz Sim”, “Partimos a Pedra” e “Dragão”, quer com canções dos seus álbuns mais antigos (“O Lugar”, “Jardim”, “Saudades eu não as quero”), Tiago cantou para e com o “seu povo” e dedicou-lhe “A Carta”, naquele que foi um dos momentos perfeitos da noite. Com um telemóvel na mão, o cantor percorreu o espaço do Coliseu e deixou-se filmar no meio dos seus fãs, ao mesmo tempo que um Coliseu ao rubro, o acompanhava na letra da canção que escreveu ainda nos Toranja.

Houve ainda tempo para um momento mais intimista quando cantou “Absolute Beginners” (de David Bowie) e “Canção de Engate” (de António Variações), acompanhado ao piano, pelo teclista Daniel Lima, dos HMB.

Já na reta final, ouviu-se “Se me Deixasses Ser” e “Morena” que encerrou a noite e que fez deste concerto um momento memorável ou, nas palavras do cantor, “um momento em que não se quer mudar nada porque tudo está certo.”

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