Celebra-se Hoje O Dia Mundial Do Livro

O Dia Mundial do Livro comemora-se, desde 1996, a 23 de abril. Num dia em que nasceram ou morreram importantes escritores como Cervantes, Shakespeare, Druon ou Nobokov, o C&H assinala esta data simbólica para a Literatura com algumas sugestões de leitura. Neste tempo de confinamento e distanciamento social, um livro é, mais do que nunca, um porto de abrigo, uma companhia, um confidente, um companheiro de viagem.

Do escritor chileno Luís Sepúlveda, falecido recentemente vítima de Covid19, o incontornável e clássico da literatura, O Velho que Lia Romances de Amor, com selo Porto Editora. 

Antonio José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis.

Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses “gringos” e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.

O romance, no Plano Nacional de Leituras, tem 128 páginas e está à venda por 13,30 euros.

De José Rodrigues dos Santos destacamos o seu último romance – Imortal, com a chancela da Gradiva.

Baseado na pesquisa científica mais avançada, José Rodrigues dos Santos mostra como a ciência está perto do seu maior feito: “Acabar com a morte”.

Um cientista chinês anuncia de surpresa o nascimento de dois bebés geneticamente modificados. Logo a seguir é raptado. A imprensa internacional interroga-se, os serviços secretos mexem-se.
Tomás Noronha é interpelado em Lisboa por um desconhecido. Pertence à agência americana de tecnologia, DARPA, e revela-lhe um projeto secreto inspirado no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.
De repente, o apartamento onde ambos se encontram explode e o metro para onde fogem sofre uma colisão mortífera. O mundo parece enlouquecer e Tomás torna-se testemunha do maior acontecimento da história da humanidade.
Transcendência.
A nova aventura do grande herói das modernas letras portuguesas mostra-nos o momento em que a máquina supera o homem. A Singularidade.
Estará a humanidade à beira do fim?
Ou perante um novo início?

O livro, de 512 páginas, está à venda por 22 euros.

Também da Gradiva, lançado em janeiro de 2014, o livro Meu Dito, Meu Escrito, de Maria de Sousa, falecida recentemente vítima de Covid19.

Um roteiro da ciência pela caneta (em monólogo) de uma das primeiras e mais ilustres mulheres portuguesas de ciência.

Este livro é uma colecção de textos preparados em resposta a convites ou obrigações vindos de lugares tão diferentes como a Academia de Ciências de Lisboa, o Festival de Paredes de Coura, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Porto Cidade de Ciência, e outros. Desse exercício resultou surpreendentemente para a autora um sentimento de orgulho por ser portuguesa e a oportunidade de poder repudiar vivamente todos os que na História em geral e na História da Ciência em particular procuraram eliminar os melhores.

Este livro é assim também a oportunidade de homenagear esses melhores, de permitir que sejam vistos por todos os que o decidirem ler e de nos perguntarmos se estamos numa fase da nossa história da ciência que merece uma cuidada atenção colectiva para que, mais uma vez, não venhamos a deixar que os melhores não só não o possam ser no país, como nem sequer venham a saber que o poderiam ser

Maria de Sousa – Abril de 2014

O livro está à venda por 14 euros.

O mais recente romance de Rodrigo Guedes de Carvalho, Margarida Espantada, com chancela LeYa foi lançado, este mês, em eBook e audiolivro, com narração do autor, antes de ser publicado em papel

Margarida Espantada é sobre família. Sobre irmãos. É sobre violência doméstica e doença mental. É um efeito dominó sobre a dor. A literatura é um jogo do avesso. Os bons romances são sempre sobre amor, e os melhores são os que fingem que não são. Não devemos recear livros duros. As histórias que mais nos prendem trazem uma catarse que nos carrega as mágoas, personagens que apresentam as suas semelhanças connosco. Gosto da ficção que é número arriscado de circo, com fogo e espadas, que nos faz chegar muito perto da queimadura que não vamos realmente sentir. Mas reconhecemos. (Rodrigo Guedes de Carvalho)

O eBook está à venda por 8,99 euros e o audiolivro por 9,99 euros.

Também editado pela Asa | LeYa, o romance de Jeanine Cummins, Terra Americana é já considerado “um clássico moderno da literatura americana e comparado ao romance As Vinhas da Ira, de Steinbeck. Um romance oportuno, incómodo e, acima de tudo, impossível de esquecer.”

Ontem Lydia era dona de uma livraria.
Estava casada com o homem que amava.
Vivia rodeada de família e amigos.
Hoje Lydia perdeu tudo.
Tudo, menos o filho, Luca, de oito anos.
Por ele, vai amarrar uma faca de mato à perna.
Vai saltar para um comboio de alta velocidade em andamento.
Vai até ao fim do mundo.

Únicos sobreviventes do massacre da sua família às mãos de narcotraficantes, Lydia e Luca sabem que têm de fugir do México imediatamente. Cada minuto conta. Cada troca de olhares está impregnada de perigo. Em cada momento de fraqueza pulsam a vida e a morte.


O romance, de 448 páginas, está à venda por 18,90 euros. O eBook está à venda por 13,99 euros.

Com selo Porto Editora, o romance histórico A Cozinheira de Castamar, de Fernando J. Múñez, lançado em março deste ano, traz ao leitor, uma história cheia de intrigas e amores, “contada através da linguagem da gastronomia”.

Espanha, 1720

Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.
Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.
Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.
Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.

De Daniel Silva destacamos o seu último romance A Rapariga Nova, com selo da Harper Collins.

Num elitista colégio particular suíço, o mistério rodeia a identidade de uma menina de cabelo preto que chega todas as manhãs acompanhada por uma escolta digna de um chefe de Estado. Dizem ser filha de um empresário muito rico. Na verdade, o seu pai é Jalid bin Mohamed, o difamado príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Antes aclamado pela sua promessa de empreender reformas religiosas e sociais, agora Jalid é alvo de duras críticas por parte da comunidade internacional devido à sua implicação no assassinato de um jornalista dissidente. E, quando a sua única filha é sequestrada, Jalid recorre ao único homem capaz de a encontrar antes que seja tarde demais.

«Ia tapada da cabeça aos pés com dispendiosos tecidos de lã e de xadrez, como os que se viam na loja Burberry do Harrods. Trazia uma pasta de pele em vez de uma mochila de nylon e sabrinas de verniz reluzentes. A menina nova era muito educada e modesta. Mas não era só isso…»

Gabriel Allon, o lendário chefe dos serviços secretos israelitas, tem passado grande parte da sua vida a perseguir terroristas. Entre eles, inúmeros jihadistas financiados pela Arábia Saudita. O príncipe Jalid, ou JBM, como é conhecido, comprometeu-se por fim a quebrar o vínculo estreito entre o seu reino e o Islamismo radical. Só por esse motivo, Gabriel já o considera um colaborador valioso, muito embora não se fie dele. Juntos vão arquitetar uma aliança precária numa guerra secreta pelo controlo do Médio Oriente. A vida de uma menina e o trono da Arábia Saudita estão em jogo. Tanto Allon como Jalid têm numerosos inimigos. E muito a perder.

O livro, de 448 páginas, está à venda por 19,90 euros.

Editado em março deste ano, o “thriller tenso e cheio de suspense”, de Nelson DeMille e Alex DeMille, O Traidor, com chancela Marcador (Editorial Presença).

Neste livro, dois investigadores procuram na Venezuela um desertor do Exército que talvez saiba demasiado sobre uma operação secreta do Pentágono.

Quando o capitão da Força Delta, Kyle Mercer, desapareceu no Afeganistão, um vídeo divulgado pelos seus captores talibãs fez as manchetes internacionais. Mas as circunstâncias eram dúbias: Mercer desertou antes de ser capturado? Depois, um segundo vídeo enviado aos comandantes de Mercer no Exército não deixa dúvidas: o assassino treinado e detentor de informações secretas do Exército desapareceu voluntariamente.

Quando Mercer é visto dois anos depois em Caracas, na Venezuela, os chefes militares encarregam Scott Brodie e Maggie Taylor, da Divisão de Investigação Criminal, de trazer Mercer de volta aos Estados Unidos, vivo ou morto. Brodie sabe que tem em mãos uma missão árdua, dificultada pela inexperiência da sua nova parceira e pela sua suspeita de que Maggie Taylor esteja a trabalhar para a CIA.

O livro, de 536 páginas, está à venda por 19,90 euros.

Distinguido com o Prémio Arthur C. Clarke, o romance Estação Onze, de Emily St. John Mendel, com selo Editorial Presença, traz ao leitor “a cativante história de um grupo de pessoas que arriscam tudo em nome da arte e da sociedade humana.”

Kirsten Raymonde nunca conseguiu esquecer a noite em que Arthur Leander, um ator famoso, morre no palco quando representava O Rei Lear. Foi nessa fatídica noite que teve início uma pandemia de gripe que veio a destruir, quase por completo, a humanidade. 20 anos depois, Kirsten é uma atriz de uma pequena trupe que se desloca por entre as comunidades dispersas de sobreviventes a representar peças de Shakespeare e a tocar música. No entanto, tudo irá mudar quando a trupe chega a St. Deborah by the Water.

Abrangendo várias décadas e retratando de forma fulgurante a vida antes e depois da pandemia de gripe, este romance repleto de suspense e emoção confronta-nos com os estranhos acasos do destino que ligam os seus personagens.

O romance, de 125 páginas, está à venda por 17,90 euros.

Editado pela TopSeller | 2020 Editora, em março de 2020, o romance Quando Deixamos Cuba, de Chanel Cleeton, oferece ao leitor “Uma viagem pela turbulenta relação de Cuba com os EUA na década de 1960 e pelas escolhas pouco ortodoxas de uma mulher obstinada.” — Marie Benedict.

Dividida entre a vida que deixou para trás e um futuro difícil de concretizar, uma mulher à frente do seu tempo arriscará tudo pelos seus ideais. A Revolução Cubana roubou quase tudo a Beatriz Perez — a casa, a pátria, a vida do seu irmão. Obrigada a refugiar-se na Florida com toda a família exilada, é recrutada pela CIA para se aproximar de Fidel Castro, a quem havia jurado vingança por tudo o que acontecera em Cuba. Beatriz vê-se assim envolvida no perigoso mundo da espionagem, ao mesmo tempo que se debate com os seus próprios conflitos pessoais, decorrentes do romance proibido que mantém com uma figura proeminente da política norte-americana.

Com o aumento da tensão entre Cuba e os Estados Unidos, a teia de interesses políticos e sociais torna-se mais apertada em seu redor.

Quando o curso da História começa inevitavelmente a fugir ao seu controlo, Beatriz tem de fazer a mais difícil das escolhas — entre o passado e o presente, entre o amor e os seus sonhos e ambições mais profundas.

O romance, de 336 páginas, está à venda por 18,79 euros.

Editado também pela 20|20 Editora, com chancela Cavalo de Ferro, Um Cemitério Para Lunáticos, de Ray Bradbury. “Um livro inclassificável, algures entre uma autobiografia inventada e um livro policial, que evoca, entre sombras e luzes artificiais, um passado deslumbrante.”

Na cdxa de Halloween, um jovem argumentista de Hollywood recebe uma mensagem anónima para ir à meia-noite ao cemitério contíguo aos estúdios da Maximus Films, onde será surpreendido por uma «grande revelação». Ali depara com a figura arrepiante do antigo proprietário dos estúdios, supostamente morto há vinte anos. Terá visto bem, ou terá sido uma ilusão, uma partida de mau gosto? Em breve, ocorrerão outros estranhos acontecimentos ligados a um misterioso passado e a um monstro que anda à solta. Na tentativa de resolver todos estes enigmas, contando com a ajuda do detective Elmo Crumley e de uma plêiade de personagens excêntricas da Sétima Arte, o escritor vê-se enredado numa teia de segredos e escândalos que abrem a porta ao leitor ao mundo perdido dos anos dourados do cinema americano.

O livro, de 320 páginas, está à venda por 20,99 euros.

Boas Leituras! Feliz Dia Mundial do Livro!

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