CCB Anunciou Programação Para A Temporada 2019/2020

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, que esta época quer abrir portas como uma “Cidade Aberta”, apresentou na semana passada a programação da nova temporada, que surge repleta de “artistas de todo o mundo, numa cidade que se quer entregar ao público e refletir o pulsar do mundo, que se abre a quem a procura e quer que reparem nela”.

Elísio Summavielle, presidente do CCB, disse que o público pode contar com uma “programação de qualidade, sem abandonar o classicismo, mas ao mesmo tempo inovadora, conjugando todas as vertentes das artes performativas: teatro, música, dança”. Na nova temporada haverá ainda uma aposta na “formação de novos públicos e no trabalho com as crianças”.

O CCB volta a repetir as exposições da Garagem Sul, a Fábrica das Artes e as transmissões em streaming de Bayreuth e da Royal Opera House.

A nova programação abriu no dia 22 de setembro de 2019, no Grande Auditório, com um concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa, com obras de Beethoven, Strauss e Barber, sob a direção da maestrina Joana Carneiro e com a violinista Esther Yoo.

No Cinema, já no dia 20 de outubro de 2019, pelas 16h00, o CCB apresenta no Grande Auditório o filme Apocalypse Now: Final Cut, que faz 40 anos, e vai estrear com uma versão remontada por Francis Ford Coppola. Já em Janeiro de 2020, no dia 26, destaque para o filme Morte em Veneza, de Luchino Visconti, e em junho de 2020 destaque para o filme A Conquista do Oeste de John Ford.

Na dança, destaque para uma obra do coreógrafo e bailarino paquistanês Akram Khan, com uma peça que comemora os 100 anos da I Guerra Mundial, durante a qual um milhão de soldados indianos lutou ao lado do exército britânico. Será no dia 30 de novembro de 2019, às 21h00, no Grande Auditório, com a Akram Khan Company.

Os Dias da Música em Belém, comemorados de 23 a 26 de abril de 2020, vão este ano celebrar Beethoven, no ano em que se assinalam os 250 anos do seu nascimento. André Cunha Leal, responsável pela área musical no CCB, diz que é “um verdadeiro desafio porque a música do autor tem obras de dimensão filosófica sem precedentes”, além de que é preciso quebrar o estigma do que “já é conhecido” e mostrar “novas interpretações”.

Madalena Wallenstein, responsável por pensar o CCB para as crianças, lembrou, por sua vez, que é “incontornável relacionar cultura e educação”. Por esse motivo, a Fábrica das Artes criou uma parceria que vai articular com escolas a ida de crianças ao CCB mas também a entrada de artistas no ambiente escolar, “democratizando a cultura”. A par disso, durante esta temporada assinala-se a 10ª edição do Festival Big Bang, nos dias 11 e 12 de outubro de 2019 e celebram-se os 10 anos da Companhia Caótica.

Já na área das Conferências, vamos ter ciclos sobre o populismo que atravessa o mundo contemporâneo, os 50 anos desde que o Homem colocou o pé na Lua, a paisagem de Lisboa e os grandes protagonistas da história de Portugal. Em março e maio de 2020 terá ainda lugar um programa de conferências de arquitetura – Campo Comum – que resulta de uma parceria com a Trienal de Arquitetura de Lisboa. Maria Pinto Basto, responsável pelo departamento, diz que vão ser abordados temas como “Lisboa, que paisagem é esta?”, “Protagonistas da História de Portugal”, “Lua: Século XXI” e “Afinal o que é isso do populismo?”, temas quentes deste e do próximo ano.

Em 2020, ano em que se assinala o Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues, a fadista será homenageada no Dia Mundial da Poesia.

Importa referir que em 2020 Lisboa será a capital verde europeia e teremos, por isso, exposições (Garagem Sul) que refletem sobre a relação da construção das cidades com o ambiente e com o planeta, sendo que a Trienal de Arquitetura trará também ela um “olhar para trás” das construções nas nossas cidades.

Veja a programação completa aqui.

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