Cassandra Cunha Vence A Final De EDP Tanto Fado

Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

A final do concurso EDP Tanto Fado decorreu esta quinta-feira, no Campo Pequeno, com o juri a destacar Cassandra Cunha. O júri atribuiu ainda uma menção honrosa a Joana Carvalhas, que poderá assim, de forma excepcional, atuar no palco EDP Fado Café na próxima edição do festival NOS Alive.

A fadista Cassandra Cunha, de 25 anos, destacou-se entre as oito finalistas que subiram ao palco do Campo Pequeno. A artista tem agora a oportunidade de gravar um álbum com a produtora Sony Music Portugal e poderá ainda atuar no palco EDP Fado Café na próxima edição do festival NOS Alive.

A grande final contou ainda com a atuação de Carminho, embaixadora do EDP Tanto Fado. A artista revelou “um prazer enorme em cantar em cima deste palco”. Assim como de “representar este movimento, de descobrir novos talentos e de tornar os sonhos destes artistas realidade. São todas vencedoras! Obrigada por terem todo a coragem de estar aqui e de terem concorrido”.

Em jeito de conselho, para os novos talentos, referiu que “apesar de haver mais oferta, é cada vez mais fácil mostrar e de apresentar o que se faz. Há novas formas de comunicar e são muitos hoje os caminhos para se chegar às pessoas.” Destacou ainda, em relação ao Fado, a necessidade de se estar presente nas casas de fado. “Se se quer aprender, é nas casas de fado. São escolas. É uma linguagem que não tem regras definidas nos livros. É dificil explicar a essência do que se sente quando se canta e quando se ouve guitarra. Só se aprende vivendo repetidamente nas casas de fado e a aprender com os mais velhos. Tive a sorte de a minha mãe ter uma casa de fados. A ouvir de perto, diariamente, é que se aprende a cantar o fado.”

No final da apresentação das oito finalistas, o júri não popou elogios às fadistas que pisaram o palco. “É positivo ouvir pessoas tão novas, a sentir tanto o fado” referiu Teresa Loureto, da EDP. Alvaro Covões deixou o aviso de que iriam “demorar algum tempo a escolher uma”: Acrescentou ainda que era “extraordinário ver a vontade das pessoas da cultura de pisar o palco e de estar em frente ao público”. Cátia Maurício da Sony Music revelou o entusiasmo em poder escolher, acrescentado que “Fizeram todas um ótimo trabalho”. Rita Oliveira, do Museu do Fado destacou a “qualidade das artistas que concorreram. É toda uma indústria vibrante, com um futuro auspicioso. Pisaram o palco com muita generosidade, com alma”.

João Pedro Ruela, agente, salientou o talento necessário. “Quando os artistas têm por base talento puro, tudo o resto é trabalhável e há possibilidade de melhorar”.

Vera Lima, Beatriz Felizardo, Beatriz Silva, Carmo Moniz Pereira, Cassandra Miranda Cunha, Joana Carvalhas, Mia Moura, Sara Filipe e Vânia Conde foram as finalistas da primeira edição do EDP Tanto Fado.

Lançado em outubro do ano passado com o objetivo de descobrir novos talentos da música num dos estilos mais marcantes do país, o EDP Tanto Fado acabou por atrair talentos de vários pontos do mundo. No total, chegaram mais de 380 inscrições de países tão diversos como França, Estados Unidos, Índia, Venezuela, Espanha, Inglaterra ou Canadá, provando que o fado não tem fronteiras.

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