Caprichos de Goya em Exibição em Lisboa

Francisco Goya y Lucientes, Pintor
Francisco Goya y Lucientes, Pintor

Reportagem de Elsa Furtado (Texto e Fotos)

[dropcap]S[/dropcap]ão 80 águas-fortes da autoria de Francisco Goya, que vão estar patentes ao público nos próximos dois meses, no Torreão Poente do Terreiro do Paço, em Lisboa.

A mostra, intitulada Caprichos de Goya, faz parte da colecção do Museo Casa Palacio em Cuenca, e integra um conjunto de quatro séries. Inicialmente montada no âmbito do projecto dos Objectivos para o Desenvolvimento do Milénio(2000/2015), promovidos pela UNESCO por iniciativa de Francisco de La Fuente, a colecção parte agora em digressão.

As gravuras estão divididas por várias secções, ao longo das quais é possível conhecer a vida nos séculos XVII e XVIII, através do traço de Goya, de uma uma forma satirizada.

São mães, mendigos, médicos, religiosos, ricos, pobres, entre tantas outras figuras, que podemos ver nestas gravuras, representados como burros, macacos, ou outros animais.

Os medos, os vícios, as superstições e os maus tratos ocupam também uma grande parte dos trabalhos agora expostos, alguns em água forte e outros em técnica mista de água-forte, e cuja crítica se revela tão atual, como na altura em que foram desenhados.

Admirados ou odiados, era uma reacção que era indiferente a Goya: “O artista não tem de deixar-se guiar pelas opiniões e gostos alheios”, pode ler-se logo à entrada da exposição.

Entre as gravuras presentes, destaque para um auto-retrato do artista e para a placa original, utilizada na sua reprodução. Acompanham as imagens legendas escritas pelo próprio Goya para cada uma (aqui reproduzidas em inglês, espanhol e português).

Francisco de Goya y Lucientes nasceu em Espanha, em 1746 e morreu em França em 1828. Foi pintor e gravador, fundador do movimento Romântico e percursor do Impressionismo. Grande parte da sua obra pode ser apreciada no Museo do Prado, em Madrid, cidade onde viveu e trabalhou durante vários anos.

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Em Portugal, a mostra é um projeto UAU (que assume a gestão e promoção da colecção nos próximos anos), em parceria com a PEV, e conta com o apoio da UNESCO e da Fundació Fòrum Universal de les Cultures, e uma parte das verbas (10%)  reverte para a ONG P&D Factor – Associação para a Cooperação Sobre População e Desenvolvimento.

Caprichos de Goya pode ser vista de segunda-feira a domingo, das 10h00 às 19h00 (última entrada às 18h30), até 12 de maio, no Torreão Poente do Terreiro do Paço, em Lisboa.

Os bilhetes podem ser comprados online, ou no local, e custam 7 euros (adultos), 3,50 euros (jovens, estudantes e séniores) e é gratuito para crianças até aos 6 anos. Existem também preços especiais para famílias e combinados com a exposição FMR, atualmente patente ao público no Museu Nacional de Arte Antiga.

Depois de Lisboa, a exposição segue em digressão por mais duas cidades portuguesas, ainda a definir, sendo o Porto uma das possibilidades, segundo referiu Paulo Dias, diretor – geral da UAU, aquando a apresentação à imprensa, e depois pela Europa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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