Buraka Som Sistema Um “Adeus” Em Grande

Reportagem de Elsa Furtado (Texto e Fotos)

buraka som sistema

Pouco passava das 22h00, de sexta feira 1 de julho. O entusiamo e a expectativa eram grandes entre o público presente nos Jardins da Torre de Belém, para assistir a um concerto que prometia ser memorável e único… a despedida dos Buraka Som Sistema como grupo, no encerramento das Festas de Lisboa 2016.

E o grupo não gorou as expectativas de ninguém e despediu-se com uma festa grande, cheia de ritmo, vida e muita alegria, ao melhor estilo dos Buraka e da sua génese. “Boa Noite, esta é a primeira edição do Globaile e nós somos os Buraka Som Sistema, vimos da Amadora, e este é o nosso último concerto” – diz Branko, estava dado o pontapé de saída para a festa.

“Hangover” (BaBaBa) marcou a primeira explosão da noite, com o público a receber em delírio Branko, DJ Riot, Conductor, Kalaf e Blaya. Seguiram-se outros temas como “Get Stupid” e “We Stay Up All Night”.

buraka som sistema
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Em palco a música provocava movimentos sensuais, em baixo, o público delirava com o que via e ouvia e via, com a sensualidade de Blaya e do kuduro. Estava também iniciada uma viagem pelos 10 anos de carreira da banda e pelos países de influência dos temas, como Angola e Brasil. Ele foi kuduro, rap, funk, eletrónica, tarraxo, semba, house, de tudo se ouviu e dançou.

“Wawaba” (Quem é aquela mulher), “Vuvuzela”, “Sound of Kuduro”, “Yah!”, “Parede” “(We Stay) Up All Night”, “Luanda-Lisboa”, “Aqui pra vocês”, “General”, foram alguns dos temas cantados e dançados.

Um dos momentos mais loucos e descontrolados da noite foi com “Tira o Pé” e “IC19”, quando um bando desenfreado de jovens salta por cima da vedação para o palco, para dançar com a banda até mais não.

Também marcantes foram as presenças em palco de dois convidados especiais e da família (sempre a dar apoio). Os amigos Kaysha do Senegal e Pongolove (primeira vocalista da banda), em “Kalemba (Wegue Wegue)”, que fizeram questão de se juntar à banda nesta despedida.

Para o encore ficaram guardados temos como “Zouk Flute”, “Voodoo Love” e “Eskeleto”, “Makumba”, com muita dança e animação, que quase davam sensação que a festa não ía terminar. Não, este não foi um concerto sentimentalista, de despedida, foi uma grande festa.

Mas o relógio não perdoa e pouco depois da meia noite, unidos e depois das selfies da praxe, os Buraka despediram-se dos fãs e dos palcos, deixando no ar a hipótese de os podermos voltar a ver (juntos ou a solo) na próxima edição do festival Globaile em Lisboa, dedicado à electrónica global, anunciado por Kalaf… quem sabe???!!!

Uma noite verdadeiramente memorável!

Começar com estrondo … acabar com estrondo!

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