Bryan Adams Brilhou Em Lisboa

Por Elsa Furtado (Texto e Fotos)

Há amores que são para a vida toda, mesmo separados pela distância e pelo tempo, nunca se esquecem. E é assim que podemos descrever a relação de Bryan Adams com Portugal e o público luso, por mais vezes que o músico canadiano regressa ao nosso país, é sempre recebido com casa cheia e grandes ovações, e sexta feira na Altice Arena não foi excepção.

Pouco passava da hora marcada, quando uma Altice Arena, quase (senão mesmo) lotada recebeu em grande Bryan Adams, que veio a Portugal apresentar o seu mais recente trabalho, que dá nome à digressão – Shine a Light.

“The Last Night on Earth” foi o tema escolhido para abrir o que prometia ser uma grande noite, e foi à media luz, que se ouviram os primeiros acordes, e os primeiros aplausos, seguiu-se “Tonight”, “Can’t Stop This Thing We Started”, “Run to You” e primeira pausa da noite.

“Boa noite Lisboa, meu nome é Bryan e vou ser o vosso cantor para esta noite”, disse o cantor, acrescentando de seguida, com sotaque: “Eu falo um pouquinho português, esta é a Shine Light Tour, e esta música é a “Shine Light”, e o público manifestou-se efusivamente, e correspondeu acendendo as luzes dos telemóveis, iluminando toda a arena.

E a festa continuou em grande e muito animada, seguiram-se “Heaven” a que o público se juntou mal soaram os primeiros acordes, “Go Down Rockin'”, “It’s Only Love” – aqui sem Tina Turner e em que Keith Scott  brilhou com um solo de riffs.

“Cloud #9” foi o tema que se seguiu e o concerto entrou num tom mais calmo e intimista com “You Belong to Me”, o romântico “Have You Ever Really Loved a Woman?” do filme Don Juan de Marco com Johny Depp, que teve direito a uma versão especial, com Bryan a brincar no final e dizer “… a portuguese woman!”.

Mais sucessos, mais palmas e mais adesão do público – “Here I Am”, “When You’re Gone” e a balada imortal “(Everything I Do) I Do It for You”, “Back to You”, o elétrico “The Only Thing That Looks Good on Me Is You” e o emblemático “Cuts Like a Knife” e “18 til I Die”

Nova conversa com o público, e Bryan lembrou que já gravou 14 álbuns e pediu para ser o público a escolher as próximas músicas.

“Do I Have to Say the Words?”, “The Best of Me”, “Christmas Time”, ” foram dedicadas a fãs portugueses, e de novo de volta à memory lane “Please Forgive Me” e finalmente, o incontornável e muito aclamado “Summer of ’69”, seguido de “I m Gonna Back To You”.

E Bryan apresentou a sua banda e despediu-se, mas…, a noite estava longe de terminar, entre aclamações e aplausos, os músicos regressaram ao palco.

Para o encore estavam guardadas “Somebody” e o público mais uma vez vibrou e cantou a plenos pulmões, “I Fought the Law”.

Surpresa da noite, guardada bem para o final:” Como sabem eu vivi em Portugal e hoje queria levar-vos numa viagem fotográfica pelo meu tempo cá”, e começou assim uma projeção de fotos do tempo em que BRyan viveu e estudou em Portugal. 

A escola em Birre, os amigos, ele, a sua equipa de futebol, até ao momento em que surgem as suas duas filhas na praia hoje. “Estas são as minhas filhas no Guincho, a praia da minha infância” disse o cantor, e uma ovação de palmas ouviu-se. 

“Portugal you are in my heart – Portugal estás no meu coração”, afirmou o cantor estrangeiro mais portugês do mundo.

Seguiu-se “Straight From the Heart”, numa versão acústica, sozinho em palco, só com uma harmónica. “Aqui foi onde tudo começou para mim, a sonhar”, explicou, “e esta música, eu compus com 18 anos e foi o começo de tudo”, contou.

Avançando entre palmas para o hino “All for Love” imortalizado na voz dos “três mosqueteiros” Bryan Adams, Rod Stewart & Sting, também em versão acústica.

“Obrigada Lisboa” – Bryan agradeceu e saíu… mas o público não deixou, e foi mais uma vez, entre ovações e aplausos que o público chamou e o músico regressou, sozinho com a sua viola, e interpretou para a despedida “Remember” e “Let’s Make a Night to Remember”, e foi mesmo uma noite para recordar esta, num concerto cheio de fãs, de várias idades e gerações.

Mais uma vez ficou provado o apreço dos portugueses por Bryan e dele por nós e que um concerto dele nunca é a mais, adeus até ao próximo …

We love you too Bryan!

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