Bons Sons, há Festival na Aldeia!

bonsons_2Reportagem de Alexandra Gil

Agosto é mês de festivais de norte a sul. E este ano o calendário inclui o muito particular Bons Sons. Evento bienal, o festival dedicado em exclusivo à música portuguesa volta a animar Cem Soldos, aldeia do concelho de Tomar, que prova que nem só nos grandes centros se dá importância à cultura. Organizado pelo Sport Clube e Operário de Cem Soldos (SCOCS), o Bons Sons surge-nos como um festival temperado com uma dose de romaria. A apresentação à imprensa acontece num dia em que o calor se faz sentir, o mesmo calor com que organizadores e habitantes nos recebem no Largo do Rossio, o centro nefrálgico da aldeia, onde estará o palco principal. Os preparativos ainda não se notam, mas somos desde logo levados numa visita guiada pelos locais de Cem Soldos, que receberão os concertos.

Ao todo, o festival terá oito palcos. No Rossio estará o Lopes Graça, onde será possível ver Sérgio Godinho ou Ricardo Ribeiro. Durante as madrugadas, o espaço muda de nome para Palco Aguardela, recebendo os Prémios Megafone, que distinguem músicos e agentes e que serão este ano atribuídos no dia 14 de agosto. O Giacometti, num cruzamento não muito longe, acolherá, entre outros, JP Simões e Amélia Muge. Mas surpreendente é o Eira que, como o nome indica é uma antiga eira, espaço rural que se transformará para receber o rock bem urbano das Anarchicks ou dos First Breath After Coma.

Da listabonsons_3 faz anda parte o Auditório de Cem Soldos, antiga Casa do Povo, onde atuará o pianista Tiago Sousa. Por aqui passará também o cinema das Curtas em Flagrante. A Igreja de São Sebastião, essa será o palco A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, com um cartaz programado pelo portal que lhe dá nome. Os Tocá Rufar passarão pelo Tarde ao Sol, enquanto a sede do SCOCS receberá pequenos concertos improvisados de músicos que não constam do cartaz. A arte também não foi esquecida, com o armazém transformado em galeria a receber durante o festival a programação criada em parceria com os micaelenses do Walk & Talk.

Para além dos palcos, o Bons Sons contará com boa comida e bebida e não apenas nas roulottes da praxe. Os mil habitantes da aldeia mobilizam-se e muitos serão aqueles a abrir os portões para matar a fome e a sede dos festivaleiros. Quem visitar Cem Soldos para o Bons Sons poderá alojar-se no parque de campismo montado de propósito a um quilómetro da aldeia. Já o transporte para o centro será feito, não nos convencionais shuttles, mas no muito caraterístico trator.

Depois do tour e de um repasto bem regado, segue-se a apresentação do evento. Luís Ferreira, o diretor, recorda o cartaz eclético e abrangente de cerca de 60 artistas, entre os quais estão Peixe e Samuel Úria, que presenteiam a assistência com um showcase. Enquanto isso, as senhoras da terra dão o seu contribuindo, costurando o merchandise do festival: umas coloridas lagarixas de nome tixas.

Os passes de 4 dias para o Bons Sons (com campismo incluído) estão já à venda nos locais habituais e custam 20 euros até final de maio e 30 euros, durante o mês de junho. Em julho, chegam os bilhetes diários a 15 euros. Já em agosto, o preço do passe sobe para 35 euros.

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