Azeitonas, Os Galácticos Do Coliseu

Reportagem de Rosa Margarida (Texto) e Paulo Soares (Fotos)

Os Azeitonas apresentaram, no passado sábado, dia 12 de outubro, no Coliseu do Porto Ageas, uma “superprodução cinematográfica”, numa celebração de amor às bandas sonoras e à 7ª arte. Os Azeitonas no Coliseu em 3D foi um espetáculo, dentro de um espetáculo, dentro de uma espetáculo, tipo matrioskas, com um sem fim de surpresas que encantaram e arrebataram o público nortenho. Os Azeitonas foram mais (e maiores) de que uma enorme e esgotada sala de espetáculos, eles foram “do Mundo”. E que Mundo!

Mário Augusto, o rosto das entrevistas portuguesas de Hollywood, surgiu na tela gigante em frente ao palco,  apresentando o espetáculo que se seguiria: uma mescla de drama e de suspense, de ação e de romance, de comédia e de terror ao som e imagem de uma Banda Sonora especial, passando em revista alguns dos temas do quinto álbum de originais da banda, que se preparava para subir e surgir em palco.

“O Momento”, “Efeito do Observador”, “Compromisso”, “É preciso precisar” e “Traço de Mulher” foram os primeiros temas da noite. Na tela, em frente à banda, o painel de bordo de um avião (de uma nave espacial? ou de um carro de combate?), com os Azeitonas em pano de fundo, a dar música às cenas dos intemporais E.T., Frankenstein e Eduardo Mãos de Tesoura e o público, de óculos 3D, a tentar acompanhar o tanto que se passava no(s) palco(s): Do “No limit for the Human Spirit” aos shows de Drag, a história da noite ia-se escrevendo (cantando) ao som da “Banda Sonora”.

A intervalar os temas “Pêlo Branco” e “Fundo da Garrafa”, spots humorísticos, com o trio a dar indicações de como bailar bolero, com medidas de segurança de hospedeira à mistura e filmagem publicitária de um whisky sem “intensity” a arrancar as gargalhadas do público.

Um dos momentos da noite, no “Fundo da Garrafa”, com Salsa ao piano, a chamar Tatanka, dos Black Mamba (que tinha atuado no Coliseu na noite anterior) para acompanhá-lo. Segue-se “Cinegirasol” e o stop motion a recordar alguns clássicos e personagens do grande ecrã.

É uma era de multiplexes, streaming, DVD e Blu-ray. Viajando de terra em terra, António Feliciano, o homem do Cinegirasol, tenta manter viva a magia do cinema ambulante, projetando épicas aventuras e arrebatadores romances num lençol esticado nas praças centrais das vilas. Na plateia, um jovem tímido tenta ganhar coragem para, qual galã de Hollywood, declarar-se à mais bela da freguesia. Mas como chegar primeiro que o seu garboso rival a um final feliz?…

Assegurado estava mais um grande momento, com o  karaoke a uma voz, “Anda Comigo Ver os Aviões”, cantado, de fio a pavio, pelo público do Coliseu, quando quase no final do tema, os Azeitonas entraram pela porta frontal e percorreram o corredor central da sala, ao som das palmas e do último verso em uníssono “Mulher tu sabes o quanto eu… te amo / quanto eu gosto de ti./ E que eu morra aqui / Se um dia não te levo à América / Nem que eu leve a América até ti”.

“Vou!” , “Não Há Direito” e “Oito e meia” são os temas, da Banda Sonora, que se seguem. Na tela, em frente ao palco, um “Regresso ao Futuro”, que se faz presente, nas “Pessoas”, com os Azeitonas, da cabelo azul, porque afinal “A vida é boa./ E as pessoas são todas iguais.”

A fervilhar de emoção, a sala acompanha “Nos Desenhos Animados (Nunca Acaba Mal)”, na voz de Nena a “abrir caminho a golpe de espadachim, que se eleva, literalmente, dentro de uma bola de sabão.

As cenas de “Rocky” são as últimas a aparecer na tela gigante, que (finalmente) sobe e revela “a preto e branco”, a banda responsável por uma noite “galáctica”. Ao som do último tema “Quem és tu miúda?”, o Coliseu de pé, cantou, dançou e saltou ao ritmo da inesgotável energia de Marlon. O vocalista chamou o Telmo ao palco, que chamou a “miúda” e ali, de joelho no chão, um redundante “sim” ao pedido de casamento!

A banda abandona o palco, mas o público continua a gritar “só mais uma” e os Azeitonas regressam para “Ray-Dee-Oh“ e uma peculiar dança de despedida. O público de pé numa ovação (mais do que) merecida. “Somos de vocês” lê-se no cenário.

Os créditos da “superprodução” da noite passam no ecrã de fundo e ouve-se “Xixi cama” enquanto o público abandona a sala. Não houve pipocas nem refrigerantes, mas o concerto/filme 3D elevou a Banda Sonora a uma outra dimensão. Os grafismos, cenários, animação e música fizeram d’ Os Azeitonas no Coliseu em 3D um Espetáculo Único. 

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