As Marias De Carminho

Reportagem de Madalena Travisco (Texto) e António Silva (Fotografia)

Carminho
Carminho

A apresentação de Maria – o último álbum de Carminho – foi o mote para o concerto no Coliseu dos Recreios em Lisboa, a 25 de maio (no dia anterior esteve na Invicta). O simples nome “Maria” resultou de uma busca sobre o que fado representa para Maria do Carmo que, não sendo a única Maria na sala, é dedicado a todas as Marias das letras das canções e às Marias sentadas no Coliseu.

Após inquietantes excertos radiofónicos sobrepostos – influências de Carminho nos últimos dois anos – “Tecedeira”, à capela, encetou a viagem pelos fados e pela história dos homens. A história dos homens repete-se; o sucesso de Carminho também. Ora na apresentação dos temas mais recentes, ora na revisita dos temas de sempre: “O Começo”, “O Menino e a Cidade”, “Se Vieres”, “A Mulher Vento” foram interpolados com a “A Bia da Mouraria”, “Bom Dia Amor” (da Maria corcunda que vivia à janela), “Disse-te Adeus” e “O Meu Amor Marinheiro”, este último com um arranjo e instrumento muito originais.

Seguiu-se o “Poeta” e “Quero Um Cavalo de Várias Cores” antes de “Estrela” – uma canção especial, feliz acaso, nas palavras da própria, com bola de espelhos a emanar feixes de luz por todo o Coliseu.

Tu és a estrela que guia o meu coração
Tu és a estrela que iluminou meu chão
És o sinal de que eu conduzo o destino
Tu és a estrela e eu sou o peregrino

 A viagem intimista e alegre prosseguiu com “Sete Saias”, “ À Beira do Cais” (da Maria que está no cais e não sabe se o marido volta), “Porquê”, ”Chuva no Mar”, “Pop Fado” (que António Calvário cantou em 1966), “Uma Vida Noutra Vida” e “As Rosas”.

Aplausos de pé trouxeram Luis Guerreiro, Pedro Geraldes, Flávio Cardoso, Tiago Maia e Carminho para o encore: Um cheirinho da “Marcha de Alfama” seguido de “Senhora da Nazaré”, “Escrevi Teu Nome no Vento” e  “As Minhas Penas” (à capela).

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