Arranca Hoje A 31ª Edição Da Temporada Música Em São Roque

Começa hoje a 31ª edição da Temporada Música em Roque (TMSR), em Lisboa, organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com 12 concertos,que terão como cenário quatro espaços religiosos, todos em Lisboa — as igrejas de S. Roque e de São Pedro de Alcântara, o Mosteiro de Santos-o-Novo e o Convento dos Cardaes — além do Museu de São Roque.

O maestro Filipe Carvalheiro é o diretor artístico deste evento, que decorre até ao dia 10 de novembro e que será composto por 12 concertos, que incluem algumas das orquestras e coros “mais conceituados do panorama da música clássica portuguesa”.

O concerto de abertura, com o Coro Gulbenkian, realiza-se no Museu de São Roque, com direção do maestro titular, Michel Corboz, e conta com a interpretação da “Petite Messe Solennelle”, de Gioachino Rossini.

A temporada inclui a estreia de duas obras de portugueses: uma de Sérgio Azevedo, “Sinfonieta para Cordas”, composta “a partir de esboços e andamentos inacabados que, por uma razão ou por outra, estavam adormecidos em papel”, pela Camerata Atlântica, no dia 13 de outubro, no Convento de S. Pedro de Alcântara; outra, de Hugo Ribeiro, uma composição para coro, órgão e orquestra, pelo Ensemble MPMP, no dia 1 de novembro, no Museu de S. Roque.

No dia 18 de outubro, o Coro Casa da Música levará à Igreja de São Roque a grandiosidade e serenidade das Vésperas de Claudio Monteverdi, enquanto que a Orquestra Orbis irá apresentar, no dia 19 de outubro, a obra-prima de André Caplet.

O Capella Joanina vai apresentar, a 20 de outubro, algumas obras do barroco ibérico que foram proibidas por decreto régio, e o grupo Divino Sospiro irá brindar o público, no dia 23 de outubro, com o “Passio Ibérica”, uma visão da piedade culta e popular do tema das Sete Palavras de Cristo na Cruz e do Stabat Mater, na tradição ibérica do século XVIII.

No dia 25 de outubro, as Vozes Alfonsinas levarão ao Convento dos Cardaes as itinerâncias trovadorescas, através da redescoberta das cantigas medievais em Galego-Português; e, no dia 27 de outubro, o Concerto Campestre recordará o nascimento da Modinha em Portugal.

Vai ser também possível assistir, no dia 3 de novembro, ao concerto do grupo Cupertinos, que vai apresentar um programa baseado no seu 1.º trabalho discográfico, que representa uma incursão pela obra magistral de Manuel Cardoso. Os Cupertinos são considerados os embaixadores da Polifonia Portuguesa e foram distinguidos recentemente pela revista britânica Gramophone, na categoria de Música Antiga.

No dia 8 de novembro, no Convento de S. Pedro de Alcântara, o agrupamento Sete Lágrimas, sob a direção de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, apresenta “The world’s mine oyster”, que é “uma espécie de viagem às cidades-palco de Shakespeare, às geografias e aventuras” do universo de O Bardo.

Já a fechar a Temporada, no dia 10 de novembro, e com o objetivo de encorajar o trabalho dos jovens músicos, teremos a Orquestra Geração.

Antes dos concertos, serão realizadas visitas aos espaços que os acolhem, “uma forma de melhor explicar ao público a ligação entre a música e a sua época, através de outras artes como a arquitetura”, disse o diretor artístico do festival.

A programação completa pode ser vista aqui.

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