A Viagem De Balão De Ar Quente No Festival De Balonismo De Coruche

Reportagem de Tânia Fernandes

Festival de Balonismo
Festival de Balonismo de Coruche

Encaixados na certinha de vime, descolamos suavemente do chão. Ao sabor do vento. Sem leme nem motor e só com recurso ao ar quente que é soprado para dentro do balão, para o fazer subir. O Festival Internacional de Balonismo de Coruche proporciona um cenário de sonho, tanto visto do céu, como do chão.

Perto da hora marcada as pessoas vão-se aproximando do recinto de onde são largados os balões. Assiste-se ao processo de preparação. Uma mistura de azáfama com aquela sensação de admiração de quem está prestes a fazer a magia acontecer. O cenário de manchas coloridas, espalmadas no chão, transforma-se à medida que os balões são insuflados. Ganham formas tridimensionais, umas mais tradicionais, outras bastante originais. E suavemente, sobem no ar.

Indicam-nos Alcides Ribeiro, como nosso piloto, na tarde de sábado: “É o piloto mais zen!”. E de facto, a serenidade deste piloto é em tudo compatível com a atividade. Atento a todas as manobras necessárias, vai ao mesmo tempo respondendo de forma simples e pausada a todas as dúvidas de quem nunca se fez ao ar neste meio. Exerce a atividade há mais de vinte anos e garante-nos que “todas as viagens são diferentes”. E especiais, acreditamos nós. 

Subimos com a injeção de ar quente no balão, que acaba também por nos manter uma temperatura de conforto na viagem e descemos ao sabor do vento. Coruche afasta-se na paisagem, ainda com alguns balões nos preparativos de saída. Este passeio “em grupo” é sem dúvida, uma experiência única, pela paisagem pintada que temos no céu. As condições meteorológicas não são as mais favoráveis. As nuvens escondem o sol e também a possibilidade de admirar o cenário de final do dia. Mas as cabeças dentro do cesto rodam em todas as direções, na ânsia de captar todos os detalhes. À exceção do piloto, estamos todos numa primeira viagem. Daquelas que vão ficar registadas na nossa história. Sobrevoamos os campos e passamos próximo de um de milho. Não há leme nem motor. É o vento que nos leva e dispersa no ar.

A viagem termina com a aterragem. Ensinam-nos a dobrar as pernas para amortecer a chegada. Percebemos também a importância do vime na estrutura do balão. A matéria ideal para fazer de “cabine”. Para além da questão estética – é de facto bonito – o vime quando entrançado é suficientemente flexível e ao mesmo tempo robusto para o embate de uma aterragem. 

Sobrevoámos cerca de 2700 metros e atingimos uma altura máxima de 140 metros, a uma serena velocidade de cerca de 5 kms hora. Este é um dos balões que a Windpassenger, organizadora do Festival Internacional de Balonismo de Coruche, coloca no terreno. São mais de 30 balões oriundos de todo o mundo com 7 balões de forma especial.

Gastronomia e Artesanato

Em volta da Praça de Touros e um pouco por toda a vila, os menos aventureiros podem explorar o que de melhor as terras ribatejanas têm para oferecer nas Jornadas de Gastronomia Tradicional de Coruche, na Feira de Artesanato e Produtos Regionais ou no Street Food Fest. Destro na Praça de Touros esteve este sábado um balão, meio insuflado, onde as pessoas podiam entrar de forma livre para sentir a experiência de estar dentro de um balão.

O Festival decorre até ao dia 4 de novembro, em Coruche.

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