A Rapariga Esquecida Resgata História De Jovem Judia

O autor Bart Van Es, neto da família que acolheu Lien de Jong, resgata a história da jovem judia holandesa e da família que a salvou durante a Segunda Guerra Mundial. Os pais, que viriam a morrer em Auschwitz, queriam desesperadamente salvar a sua única filha. E conseguiram. A Rapariga Esquecida, vencedor do Prémio Costa, já se encontra disponível nos escaparates das livrarias nacionais, com selo da Vogais.

Lien tinha 8 anos quando os pais abdicaram dela na esperança de a salvarem. Criada por uma família de acolhimento durante a ocupação da Holanda na Segunda Guerra Mundial, sobreviveu, mas os seus pais biológicos morreram em Auschwitz. 

Muitos anos depois, um mal-entendido levou a família adotiva a afastar-se, até Bart van Es — neto dos pais adotivos de Lien — a resgatar do esquecimento. Agora nos seus 80 anos, Lien acedeu a conversar com o autor e a contar a sua história. Há coragem, generosidade e sacrifícios, mas há também um lado negro. De todos os países ocupados, a Holanda foi o mais cooperante com o regime nazi. Ao mesmo tempo que famílias salvavam crianças judias acolhendo-as no seu seio, as autoridades holandesas perseguiam com zelo excessivo todos os judeus. Dos 400 antigos judeus portugueses, por exemplo, tão profundamente enraizados no país, só oito regressaram dos campos de concentração. 

A Rapariga Esquecida é a história da luta pela sobrevivência de uma jovem durante a guerra, do profundo amor das famílias adotivas pelas crianças que salvaram e de como o caráter das pessoas é definido pelos desafios que elas enfrentaram. 

De acordo com o júri do Prémio Costa, galardão literário que distingue as melhores obras escritas em inglês, publicadas no Reino Unido e na Irlanda, A Rapariga Esquecida é «A jóia do ano. Sensacional e cativante, chama a atenção para alguns dos mais prementes assuntos dos nossos tempos. Este foi o nosso vencedor por unanimidade.»

O livro, de 304 páginas, está à venda por 18,79 euros.

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