A Noite do EDPCooljazz com Suzanne Vega (e Márcia na primeira parte)

eReportagem de Madalena Travisco (texto) e Joice Fernandes (fotos)
 

Apesar do frio, invulgar para uma noite de 6 de julho em Oeiras, a noite nos jardins Marquês de Pombal teve boa música para aquecer a alma. Na primeira parte, a voz doce do “Casulo” – segundo trabalho de originais da jovem portuguesa Márcia – chamou pelo público, recebeu aplausos e despediu-se num momento alto de pleno instrumental.

Aguardava-se por Suzanne Vega – cabeça de cartaz desta noite da 11ª edição do EDPCoolJazz. “Fat Man&Dancing Girl” irrompeu do palco na apresentação da californiana Suzanne Vega, seguindo-se “Marlene on the wall” com chapéu e guitarra, e “Caramel” antes das primeiras palavras: “How are you? OK? Good…. Cold? Are you cold? It’s cold… I am very glad to be here(…)”

Foi também uma viagem no tempo. Na oitava canção, Suzanne recordou um tema que cantou na primeira vez que veio tocar a Portugal – há uns 25 anos – e que, sobretudo as mulheres portuguesas se recordam: “where the Portuguese women come to see what you sell” faz parte da letra de “Ironbound/Fancy Poultry”. Intercalando com temas mais recentes, a viagem trouxe temas antigos com letras tristes de histórias que acabam mal mas com doces melodias:
No “The queen & the soldier” canta-se “I have seen more batles lost than I have batles won” e é verdade.

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Outros temas desfilaram até ao tema que mais visibilidade alcançou, apesar de ser também uma letra triste de uma criança que vivia num segundo andar e era agredida fisicamente:
“Luka” chegaria quase no final sossegando os anseios de quem associa Suzanne Vega ao “My name is Luka/I live on the second floor/I live upstairs from you/Yes, I think you’ve seen me before(…)”. Terminaria com o trauteante Tu tu tu-ru/ tu tu tu-ru/ tu tu tuu ru/ tu tu tuu ru do “Tom’s dinner” numa viagem que alternou por temas antigos e temas mais recentes, letras alegres e tristes, e com melodias sempre deliciosas.

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