A melhor música portuguesa uniu-se à melhor das causas: Cantou-se Lisboa pela Associação Novo Futuro

nfuturo_06Reportagem de Madalena Travisco e Joice Fernandes

Ajudar foi um espetáculo na quarta edição dos Concertos por um Novo Futuro, da Associação Novo Futuro. Na noite de 3 de Abril, o MEO Arena em Lisboa recebeu solidários e apreciadores de música portuguesa de diferentes estilos. Com apresentação pela dupla Diamantina e Carlos Malato, cada um dos artistas (de luxo) que deu corpo e voz à causa solidária, buscando, em repertórios muitas vezes alheios (com adaptações), canções alusivas à cidade de Lisboa.

Vindos do Norte Miguel Araújo e Manuela Azevedo foram os primeiros, tendo Manuela interpretado o “Lisboa que amanhece” (de Sérgio Godinho). Num tom e arranjos próprios “Lisboa Não sejas francesa” (de José Galhardo / Raúl Ferrão) foi cantada por Luísa Sobral, que estando pela terceira vez num concerto da Associação Novo Futuro não deixou de partilhar a emoção especial que sentiu quando visitou, este ano pela primeira vez, um lar familiar da Associação: “Foi bonito perceber que não é só a casa” referindo-se ao que se sente quando se vê o trabalho da Associação.Tiago Bettencourt apresentou à viola uma adaptação simpática do fado “Lisboa Antiga” (José Galhardo/Raul Portel), porque se disse incapaz de cantar o fado. Da guitarra para o piano num tema seu, mostrou que tem mãos e voz para qualquer música colocando meio MEO arena a cantar “Devolve-me os laços, meu amor”. Ana Bacalhau foi a voz que fechou a primeira parte com “A canção de Lisboa” (de Jorge Palma) seguida de um tema dos Deolinda.

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Dez minutos de pausa que deram para recordar, saboreando, todas as atuações e refletir sobre o trabalho da Associação Novo Futuro, com agradecimentos aos Mecenas, aos voluntários e ao público que, estando presente, está a contribuir também para o futuro de crianças e jovens neste concerto solidário. As receitas de bilheteira reverteram integralmente para a manutenção dos lares de acolhimento da Associação Novo Futuro.

A segunda parte abriu com a juventude de Sara Correia que deu cartas com o fado “Lisboa e o Tejo” (Mário Rainho/José Fontes Rocha) e a “Canção do Mar”. Malato ainda brincou com Sara que se terá confessado nervosa antes da atuação: “Quando não estiver nervosa, deita o pavilhão abaixo!”. Natural de Barcelos, Gisela João, tida com a grande revelação do ano passado, dedica a primeira canção a Lisboa e canta  “A casa da mariquinhas” em jeito de declamação arrematando aplausos.

Diamantina – “doidinha” para cantar nas palavras do colega apresentador – ofereceu um “Acordem as guitarras” e com graça diz: “Tenho que agradecer à Associação Novo Futuro pela primeira vez – e talvez a última – que eu cantei no MEO Arena!”.

Não veio de lambreta, mas cantou o “Alfama” (Ary dos Santos/ Alain Oulman) deixando transparecer, na voz doce, um sotaque de Beja. António Zambujo apresentou também um tema do próximo trabalho “O pica do Sete” recordando que estreou há dois anos, num concerto Novo Futuro, um tema que virou um êxito do álbum “Quinto”. Pode ser que este tenha a mesma sorte…

A “marcha de Alfama” veio com Carminho – a artista com mais fadistas na árvore geneológica – arrancando muitos aplausos ritmados que serenaram quando se escutou o “Escrevi teu nome no vento”.

Miguel Gameiro e Paulo Gonzo foram os senhores que se seguiram. O tema “Lisboa” (dos Polo Norte) despertou as vozes do público, estimuladas pela alegria contagiante de Miguel. Daí para a frente foi-se sempre cantando: “Estive tão perto do teu abraço…”. Depois da “Noite das Sete Colinas”, Paulo Gonzo encerrou o concerto em alta com “Jardins proibidos”.

Foi uma noite que demonstrou que os artistas estão disponíveis quando é preciso. Cada um ofereceu dois temas. Tal como disse Miguel Guerreiro: “Eu gosto quando as canções dão razão às causas. Às vezes até olhamos para o futuro….Sem crianças não há futuro nenhum!”. Está tudo dito.

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Sobre a Associação Novo Futuro
A Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens Novo Futuro é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 1996 em Portugal. De âmbito nacional e sem fins lucrativos, tem como objetivo o acolhimento em oito Lares localizados na área da Grande Lisboa e Gaia, de crianças e jovens em risco privados de ambiente familiar adequado, proporcionando o desenvolvimento humano a que têm direito, ao afeto, bem-estar e privacidade, para além de uma educação que lhes permita uma plena integração na sociedade.

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