A Importância das Palavras e das Guitarras dos Resistência no Horizonte

ResistenciaReportagem de Madalena Travisco (texto) e Joice Fernandes (fotografia)

Os Resistência apresentaram ontem o novo projeto Horizonte pela primeira vez ao vivo no Teatro Tivoli em Lisboa. Vinte e dois anos depois, à composição original composta por Pedro Aires de Magalhães, Fernando Cunha, Tim, Alexandre Frazão, Dudas, José Salgueiro, Fernando Júdice, Miguel Ângelo e Olavo Bilac juntaram-se os guitarristas Pedro Jóia e Mário Delgado.

O instrumental “alegria”, na abertura, mostrou a importância e a harmonia das sete guitarras e percussões, a que se acrescentaram palavras nos restantes temas. Temas diversos, ou canções mais ou menos desconhecidas – nas palavras de Pedro Aires de Magalhães – com uma nova sonoridade. Retrocessos renitentes, ou resistentes porque este trabalho assenta em novos arranjos musicais a sucessos de outros tempos como “Liberdade”, “Não sou o único” “Aqui ao luar”, “Ser maior”, “Amanhã é sempre tarde demais”,”Cidade fantasma”, “Tive o diabo na mão”,  “Alegria”, “Vai sem medo”, entre outros. Em comum, a língua portuguesa e as guitarras.

Para fechar, dois encores porque a plateia não se satisfez com um. “Circo de feras” e dos desejos de um Feliz Natal lá saciaram os que teimavam em não sair da sala. Como disse o Tim, a meio do concerto: “Era quase impossível pensar o que, 22 anos depois, conseguimos fazer com as nossas guitarras”. A plateia pode ter pensado o mesmo sobre as palmas que bateu.

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