A História da Lisboa Ribeirinha em exposição no Terreiro do Paço

EA zona de Lisboa que acompanha a faixa azul do Tejo é o mote da exposição Maresias, Lisboa e o Tejo 1850-2014, patente no Torreão Poente do Terreiro do Paço. A forma como a área ribeirinha se desenvolveu, as atividades económicas que ali cresceram e os principais acontecimentos históricos que tiveram lugar na linha costeira entre Xabregas e Santos encontram-se aqui documentadas.

Comissariada por José Sarmento de Matos, a exposição ocupa algumas salas do primeiro piso de um dos Torreões do Terreiro do Paço. Um modelo do elefante que integrou o cortejo histórico dos 800 anos da Conquista de Lisboa aos Mouros, em 1947, recebe-nos à entrada, com toda a sua imponência. Passamos ao núcleo “Cais dos Aventureiros”, na zona oriental de Lisboa para conhecer um pouco mais do processo de industrialização que marcou a paisagem. O painel indicador das partidas e chegadas, utilizado nas estações de comboio, junto à linha recorda-nos um passado não muito longínquo, assim como as gruas metálicas e guindastes que recortavam o horizonte.

Imagens e objetos ajudam a reconstruir a evolução do Terreiro do Paço, desde o terramoto de 1755 até à atualidade. O Tejo enquanto via de circulação privilegiada é também aqui destacado, com uma mostra de embarcações tradicionais.

A passagem à vida cosmopolita do Cais do Sodré faz-se através da fachada de azulejos expostos do famoso Café Royal. A vida noturna, que ainda hoje é um dos grandes atrativos da zona, é ilustrada com fotografias da “Pink Street” ao lado de capas de discos, cuja sonoridade marcou outra época.

O “Arsenal da Marinha” é um núcleo que referencia a criação e evolução do Porto de Lisboa e do aterro da Boavista (Santos).

Antes de sair, tem oportunidade ainda para admirar as “Fantasias Lisboetas”, onde cabe a referência à Exposição do Mundo Português e uma maquete da zona oriental que definiu a Expo 98.

A inauguração desta exposição marcou também o arranque do projeto de renovação do Museu da Cidade que passa a chamar-se Museu de Lisboa e é constituído por cinco núcleos: o Museu Santo António, o Museu Palácio Pimenta (no Campo Grande, atual Museu da Cidade), o Teatro Romano de Lisboa (com reabertura prevista para o próximo ano), o núcleo museológico da Casa dos Bicos e este do Torreão Poente, inaugurado a 13 de julho.

A exposição Maresias, Lisboa e o Tejo 1850-2014 pode ser visitada até dia 19 de dezembro, de segunda-feira a domingo, entre as 10h00 e as 20h00. A entrada custa 3 euros.

Reportagem de Tânia Fernandes

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