A Evolução Do Cérebro É O Tema Da Nova Exposição Da Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai receber a partir de dia 16 de março uma exposição que o vai levar numa viagem única à volta do cérebro com Cérebro – Mais Vasto que o Céu. Vai reunir bastante informação sobre como é que a mente funciona e porquê — estabelecendo a comparação com outros animais — e de forma interativa.

Um cérebro com 500 milhões de anos, um cérebro moderno, uma sinapse interativa gigante, fragmentos de um papiro egípcio, um quadro da artista Bridget Riley, robots, entre outras atrações. Atividades interativas, documentos históricos e paleontológicos, pintura, modelos tridimensionais e infografias juntam-se nesta exposição inédita e interativa para todas as idades.

A exposição estará patente até dia 10 de junho e vai estar dividida em três núcleos. No primeiro estará a origem dos cérebros e a evolução biológica dos vários animais – incluindo os humanos. Aqui pretende-se construir a ponte entre nós e os animais para compreender qual o nosso papel na natureza. Self Reflected é a instalação de vídeo que abre a exposição e contém imagens do artista e neurocientista Greg Dunn, cujo ambiente sonoro foi criado pelo músico Rodrigo Leão. Nesta secção vai ter, por exemplo, uma escultura de 12 metros de um neurónio que estará iluminada com LED que simulam disparos neuronais sempre que aparecer uma pessoa.

No segundo, encontrará uma das peças principais desta exposição, uma Orquestra de Cérebros – uma instalação multimédia onde quatro visitantes podem ver e ouvir, ao mesmo tempo, a sua atividade cerebral. Esses sinais são captados por um capacete especial e projetados numa tela gigante, traduzidos em sons através de um trabalho desenvolvido por Rodrigo Leão. Aqui procura-se explicar de que forma o nosso cérebro dá origem aos pensamentos que temos sobre o mundo e sobre nós mesmos.

Já no terceiro núcleo da exposição, que se dedica à inteligência artificial e a robótica, pretende-se mostrar como a atividade cerebral está a ser utilizada para controlar utensílios externos, por exemplo, em contextos biomédicos por doentes com incapacidades motoras.
Os visitantes da exposição vão poder jogar ao Mindball, um jogo de futebol mental em que duas pessoas jogam uma contra a outra movendo a bola em direção à baliza adversária através das suas ondas cerebrais. Estarão por lá ainda vários robôs pintores, do artista Leonel Moura, que vão pintar as suas telas em tempo real durante os meses em que a exposição estiver patente.

Os bilhetes custam 5 euros (só estarão disponíveis online aquando da inauguração) e a exposição poderá ser visitada de quarta-feira a segunda-feira, entre as 10h00 e as 18h00, na Galeria Principal da Gulbenkian. O espaço encerra às terças-feiras.

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