MNAA apresenta FMR – A Colecção de Franco Maria Ricci

Colecao Franco Maria Ricci

Reportagem de Elsa Furtado (Texto) e Tânia Fernandes (Fotos)

São cerca de 100 obras de pintura e escultura produzidas entre os séculos XVI e XX, da colecção de uma só pessoa, que podem agora ser vistas na nova exposição temporária do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

FMR – A Colecção de Franco Maria Ricci assim se chama a mostra que inaugura hoje, e abre ao público amanhã, e que apresenta pela primeira vez internacionalmente peças da colecção do famoso designer italiano, depois da grande exposic?a?o de Colorno em 2004, antes de se juntarem à restante colecção no seu novo museu, em Parma.

A mostra é comissariada pelo Historiador e Professor de Arte José de Monterroso Teixeira, e foi planeada e pensada para o MNAA, tendo em conta o contexto onde a exposição se ía inserir e as colecções do museu, mas reproduz também, a visão do homem que as colecionou ao longo dos anos, seus gostos e interesses – o designer, editor e biblio?filo italiano Franco Maria Ricci, que se afirma “Especialmente sensi?vel a? beleza neocla?ssica porque e? um modo de olhar o futuro repensando o passado”.

Colecao Franco Maria Ricci

Nas peças escolhidas para trazer a Lisboa, encontram-se essencialmente retratos (na sua maioria óleos) e bustos – em mármore, gesso ou terracota, da autoria de alguns dos mais conceituados artistas dos se?culos XVI a XX, como Filippo Mazzola, Jacopo Ligozzi, Philippe de Champaigne, Bernini, Ludovico Garracci, Canova, A. Riffard, Thorvaldsen, Libero Andreotti. Aqui mistura-se “o antigo e o moderno, o eterno e o efe?mero”, nas palavras de FMR.

A mostra está dividida em 10 nu?cleos: “FMR. E?phe?me?re. Significado de uma Colec?a?o”; “Norma e Desvio”; “Homo Ephemerus”; “Teatralidade e Renovac?a?o”; “Imagem e Persuasa?o”; “Intimismo e Vulnerabilidade”; “Revoluc?a?o e Renovac?a?o”; “Poder e Realizac?a?o”; “Tempus Fugit. Desagregac?a?o e Fragmentos” onde se destacam quadros e esculturas do século XX, num claro contraste com a restante exposição; e a terminar na biblioteca do museu – “FMR: biblio?filo, editor, designer” – onde se encontram reunidas algumas das mais nota?veis edic?o?es de FMR, capas de vários números da revista de arte FMR e um filme – entrevista com FMR – um pouco do mundo deste coleccionador italiano, talvez a secção mais pessoal de toda a mostra.

É essencialmente nesta última sala que se encontram as influências de Giambattista Bodoni (1740-1813), (artista a quem a Biblioteca Nacional dedica uma exposição que inaugural amanhã e também comissariada por José de Monterroso Teixeira ) e cujas obras FMR reeditou, numa missão quase impossível.

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Complementam esta mostra um ciclo de conferências, com início sábado, dia 29, pelas 18h00, dedicada ao Universalíssimo intitulada “Maria João Seixas

À conversa com Franco Maria Ricci” , no dia 18, o comissário da exposição José de Monterroso Teixeira fala de “Parma: E.- A. Petitot; Giambattista Bodoni e Franco Maria Ricci” ; seguem-se no dia 17 de janeiro João Bicker e “Regularidade, Nitidez, Bom Gosto e Graça – Franco Maria Ricci, designer”; no dia 19 de fevereiro

António Mega Ferreira fala de “Ricci no Labirinto de Borges: ficções” e a encerrar o ciclo, no dia 20 de março, Frederico Lourenço e “O Imaginário do Labirinto”; e ainda uma exposição de desenhos de Parma de Vieira Portuense (contemporâneo de Bodoni), na sala de Mezzaninne do Museu.

A exposição encontra-se na galeria de exposições temporárias do Museu e na Biblioteca, e pode ser vista de 29 de novembro de 2014 a 12 abril 2015, de terça-feira a domingo, das10h00 às18h00.

Os bilhetes para a exposição podem ser adquiridos online, na ticketline, ou na bilheteira do MNAA, e estão disponíveis nas modalidades só exposição – entre 3,50 euros e 7 euros e combinado (Museu + Exposição). Existem também preços para famílias.

Esta é a primeira exposição da nova parceria entre o MNAA e a produtora UAU, e pretende atrair mais e novos públicos ao museu, especialmente jovens, apostando por isso numa nova e mais atraente linguagem expositiva e também no recurso aos equipamentos multimédia, como ecrãs de televisão e um filme.

Depois de Lisboa, as peças regressam a Parma e vão integrar o novo Museu Labirinto della Masone, em forma de pirâmide, instalado no Complexo Cultural Labirinto, na propriedade do coleccionador FMR e onde vão estar expostas ao público cerca de 500 obras de arte, desde quadros a esculturas, passando por livros e desenhos, entre outras preciosidades. A abrir na Primavera de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

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