Mumford and Sons
Mumford and Sons

A digressão europeia de apresentação do mais recente álbum dos Mumford And Sons arrancou esta quinta-feira, na Altice Arena, em Lisboa. Foi uma festa, do principio ao fim, com o público a cantar e a dançar, principalmente com os temas mais antigos da banda.

“Little Lion Man” foi o segundo tema que os Mumford And Sons tocaram. Tal não era o entusiasmo do público, a gritar um libertador “I really fucked it up this time”, a meias com Marcus Mumford, que quem tivesse entrado – atrasado – no momento, poderia achar que estava no encore. Euforia, misturada com alegria e muita diversão, foi o ambiente do concerto da banda britânica em Lisboa.

Depois de mais de duas dezenas de concertos nos Estados Unidos, os Mumford And Sons têm nova dose na Europa, já com muitas datas esgotadas. Em Lisboa, o recinto estava composto, longe do limite da lotação e com muitos estrangeiros dispostos a “tirar o pé do chão”.

O palco em modo 360, a atravessar o centro da Arena, possibilitava a dispersão do público por todo o espaço.  Os ecrãs, suspensos no teto, também em circulo, permitiam acompanhar a movimentação da banda com maior detalhe. Os músicos dividiram atenções por todas as frentes. O formato, já testado por outros nomes grandes da música, acaba por melhorar a visibilidade de quem não pretende ficar exatamente na primeira fila, e torna a experiência de concerto, no global, mais próxima.

A noite arrancou com a força de “Guiding Light”, uma das novas, mas também a mais popular do último album, e o público respondeu logo com seu calor. “É bom estar de volta” agradeceu Marcus no final.

O concerto começou com o forte alinhamento de algumas das canções mais queridas dos admiradores. “Little Lion Man”, “Holland Road” e “The Cave” foram um belo presente de emoções dos Mumford And Sons, a tentar esgotar a energia do público, logo no arranque. No final desta sequencia arrebatadora, Marcus Mumford avisou que iam também mostrar algumas das novas músicas. Seguiu-se “Beloved”, mas retornaram a Babel logo de seguida com “Lover of the Light”. Nesta, o vocalista troca as cordas pela bateria, dando provas das suas capacidade multi-instrumental. Depois de “Tompkins Square Park” Marcus pede, ao público para acender uma luz, – quem a tenha – e a Altice Arena transforma-se num bonito céu estrelado, a fazer cenário a “Believe”, a balada da noite.

Em “Ditmas” dá-se o encontro físico de músico e público. Marcos desce do palco e vem cumprimentar as pessoas, junto à grade. E todos repetem com ele:

But this is all I ever was
And this is all you came across those years ago
Now you go too far
Don’t tell me that I’ve changed because that’s not the truth
And now I’m losing you

O caminho até ao encore foi rápido, com os corpos apenas a bambolear ao som de “Slip Away”, “Picture You”, “Darkness Visible” e “The Wolk”. Tinha passado cerca de uma hora desde o início do concerto e percebia-se que ainda havia um longo caminho para percorrer.

O Encore

Assim foi. O quarteto Marcus Mumford, Winston Marshall, Ben Lovett e Ted Dwane reuniu-se junto ao microfone e despiu dois dos seus temas ( “Timshel” e “Forever”) dos excessos, num bonito set acústico. Depois dos agradecimentos, a banda mudou radicalmente de sonoridade. Convidou os Gang Of Youths, a banda que assegurou a primeira parte do concerto, a subir ao palco e interpretaram, a meias, uma versão pesada de  “Blood”, dos The Middle East.

A reta final voltou a pegar a energia vibrante do início com “Awake My Soul” e “I Will Wait”.  “Delta” encerrou a noite, com uma descarga de confettis sobre o público. Foi uma noite de alegre festa, de celebração da musica folk, combinada com a força da pop e do rock.

Os australianos, Gang Of Youths, fizeram a sua estreia em Portugal, como convidados no concerto em Lisboa dos Mumford And Sons. A sonoridade indie rock destaca-se pela voz forte de David Le’aupepe, a quem se junta Max Dunn, Jung Kim, Joji Malani e Donnie Borzestowski. A banda surgiu em 2012 e já editaram dois discos de originais. “Let me down easy” w “Magnolia” foram os temas com que fecharam a apresentação em Lisboa.

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