74.14 – Todos a Cantar no Casino do Estoril Com os Irmãos Feist

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Reportagem de Tânia Fernandes e António Silva

Devem-se contar pelos dedos de uma só mão as músicas desconhecidas do musical 74.14, que Henrique Feist repôs, este fim-de-semana, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Uma generosa seleção das mais conhecidas músicas dos últimos 40 anos, num animado espetáculo de música e dança, que contou com Nuno Feist na direção musical.

O microfone foi partilhado com as vozes excepcionais de Susana Félix, FF, Soraia Tavares, Rui Andrade, Suzy, e claro, do público que não se coibiu de cantar do princípio ao fim. 74.14 é uma espécie de estação de rádio que nos recordou o quão importante é a música nas nossas vidas.

Artistas de todos os quadrantes musicais foram relembrados neste palco, num desfile cronológico de temas absolutamente despretensioso. Um alinhamento com ritmo e recheado de boas surpresas, capaz de saltar dos Queen para o inesperado “Zumba na Caneca” de Tonicha.

Há momentos de paródia, a marcar a passagem das décadas, com uns noticiários produzidos pelos próprios, que evocam não só os marcos históricos internacionais, como as principais mudanças na sociedade portuguesa e algumas curiosidades dignas de registo. Canta-se, mas também se dança e bem, neste musical. Há grandes momentos de coreografia a trazer aqueles passos que caracterizaram alguns nomes da música.

O espetáculo começa com o 25 de Abril, e as palavras revolucionárias cantadas que marcaram uma geração. Reporduzem-se as imagens do discurso de Fialho Gouveia na televisão nacional e ouvem-se as músicas de Paulo de Carvalho e Zeca Afonso. Mais do que cantados, muitos temas são interpretados com toda a alma.

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Uma seleção de musicas de novelas brasileiras, as lantejoulas no seu auge a saltar em “YMCA”, “Waterloo”, “I Will Survive” e “Daddy Cool”.  Mas espaço também para os nossos Dino Meira e José Cid.

O Amor, sentimento recorrente em todas as épocas, cantados em todos os tons, tem direito a um medley absolutamente excepcional na reprodução dos anos 80, com os seis cantores em palco a trocar refrões, de diferentes músicas, com se de um diálogo se tratasse. O rock português tem também aqui o seu espaço, na sequência “Chico Fininho”, “Patchouli”, “Deixa-me Rir”, “Cavalos de Corrida”, “O Amor” e “Chiclete”.

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Os anos 90 com as boys e girls band, grandes artistas como Madonna, Mickael Jackson ou Tina Turner cujo ritmo vai influenciar as futuras gerações são também aqui homenageados. Em Portugal, Pedro Abrunhosa e Paulo Gonzo são recordados numa passagem mais emotiva. Não faltam nesta diversificada seleção os sons latinos de Enrique Iglesias, Pablo Alboran mas também os italianos de Eros Ramazotti ou Laura Pausini que ocuparam as preferências dos ouvidos nacionais.

O final do espetáculo, com “Happy”, resume bem o espírito geral deste musical.

 

 

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