16ª Edição Do Festival Terras Sem Sombra Tem Como País Convidado A República Checa

A 16ª edição do Festival Terras Sem Sombra arranca no próximo dia 18 de janeiro e decorre até dia 12 de julho, em 13 concelhos alentejanos, sob o mote “Uma Breve Eternidade: Emoções e Comoções na Música Europeia (Séculos XII-XXI)”, com a República Checa como país convidado.

O programa deste ano volta a incluir concertos, conferências temáticas, espaços de pedagogia artística, ‘masterclasses’, visitas guiadas e iniciativas de salvaguarda dos recursos da biodiversidade, que vão decorrer na Vidigueira, Barrancos, Mértola, Arraiolos, Viana do Alentejo, Beja, Ferreira do Alentejo, Castelo de Vide, Sines, Alter do Chão, Santiago do Cacém e Odemira.

Uma das novidades desta edição é o Kids Terras sem Sombra, que tem como objetivo reunir as famílias em torno da música e dos patrimónios artístico e natural, e ao mesmo tempo criar novos públicos.

Este ano estão programados 18 concertos, com obras que vão desde a Idade Média até à atualidade, e as interpretações do Tiburtina Ensemble, violoncelista Pedro Bonet, contratenor José Hernández Pastor, flautista Monika Streitová, a pianista Ana Telles, que vão interpretar obras de compositoras para Flauta e Piano, o ensemble La Ritirata, o Kállai String Quartet, a soprano Andión Fernandez acompanhada pelo pianista Alberto Urroz, o grupo vocal Utopia Ensemble, o Clarinet Factory, e o ensemble Cupertinos, que apresentam o concerto Salve Regina: O Culto de Maria na Obra de D. Pedro de Cristo; o Smetana Trio, fundado em 1934 pelo pianista Josef Pálenícek, pelo violinista Alexandr Plocek e pelo violoncelista František Smetana, e a Orquestra Barroca Musica Florea que apresenta um concerto de música dos séculos XVII e XVIII, intitulado Deus, Pátria, Rei: A Música da Era Barroca em Praga.

Outra das novidades deste ano é um “concerto-surpresa”, no dia 13 de junho, num “lugar-surpresa” e a “uma hora-surpresa”.

A abertura do Festival tem lugar no próximo dia 18, na Igreja de S. Cucufate, em Vila de Frades, concelho da Vidigueira, com o agrupamento checo Tiburtina Ensemble (um grupo coral feminino de canto gregoriano, polifonia medieval e música contemporânea), com o concerto Harmonia Caelestis: A Corte Divina na obra de Hildegarda Bilgen.

Segue-se no dia 1 de fevereiro é a vez da Vidigueira receber o concerto do violoncelista Pedro Bonet, no Cineteatro de Barrancos.

O encerramento do festival decorre a 11 de julho na Igreja de N. S. de Fátima, em Vila Nova de Milfontes, onde o ensemble checo Musica Florea, fundado pelo violoncelista e director musical Marek Stryncl, apresentará o concerto Deus, Pátria, Rei: A Música da Era Barroca em Praga.

Na programação paralela está previsto uma visita ao Sítio Arqueológico romano de São Cucufate, na Vidigueira, um encontro sobre o barranquenho, “a língua – não oficial – da zona raiana de Barrancos”, uma visita sobre o legado islâmico em Mértola, um encontro sobre os Tapetes de Arraiolos, outro sobre o Chocalho e a Arte Chocalheira, entre outros que vão atravessar as memórias judaicas de Castelo de Vide, a cestaria em Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, as artes tradicionais da pesca, em Sines, a Coudelaria de Alter, o sítio arqueológico de Miróbriga (Santiago do Cacém) ou o Forte de São Clemente, em Vila Nova de Milfontes.

No âmbito da valorização do património natural, a edição do Terras sem Sombra deste ano vai efetuar ações de salvaguarda ‘in situ’ nos laranjais da Vidigueira, no rio Ardila, que nasce em Espanha e desagua na margem esquerda do rio Guadiana, próximo de Moura, uma iniciativa de sensibilização sobre agricultura sustentável em Mértola e outra sobre a proteção da raça bovina Garvonesa ou Chamusca, na Herdade da Mata, em Alcáçovas, que desde 1994 a tem preservado.

O uso alimentar da bolota colhida nos montados de Arraiolos, a produção artesanal da cal, na freguesia de Trigaches, em Beja, as redes funcionais da biodiversidade de Ferreira do Alentejo, a Serra de São Mamede, os peixes, moluscos e crustáceos, o cavalo Lusitano e o uso da salada na dieta mediterrânica são outros temas abordados nesta edição.

A entrada nos concertos e a participação nas atividades é gratuita.

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