MNAA Apresenta Exposição O Tesouro Da Rainha Santa

Zurbaran

O Tesouro Da Rainha Santa Imagem e Poder é a exposição que pode ser vista até 19 de junho, na Sala do Tecto Pintado, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, no âmbito das comemorações do V Centenário da Beatificação de Isabel de Aragão.

A exposição agora apresentada reúne pela primeira vez em contexto científico, um conjunto de objetos associados à personalidade e culto da Rainha Santa Isabel, e designados, por tradição, como o Tesouro da Rainha Santa, e resulta num trabalho conjunto dos Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional de Machado de Castro em Coimbra e da Confraria da Rainha Santa Isabel.

A mostra inclui o Tesouro da Rainha, composto por cinco obras de arte que se tornaram verdadeiras relíquias logo após a morte da rainha, que são: o Relicário, vindo de Aragão; o Bordão, prova da sua peregrinação a Compostela; a Cruz Processional em jaspe, material veneziano; a Imagem-Relicário da Virgem com o Menino, feita à maneira da produção escultórica coimbrã; e o Colar, composto por elementos retirados à sua própria coroa. Peças que são património material, histórico e artístico, e ao mesmo tempo testemunhas da vida desta soberana venerada e admirada ainda nos dias de hoje.

Integram ainda a exposição duas pinturas da oficina de Quentin Metsys, cedida pela Gemäldegalerie, Berlim, e da pintura Zurbarán, vinda do Museo del Prado, Madrid, que ilustram o processo de beatificação (1516) e de canonização (1625) da rainha do Milagre das Rosas.

Isabel de Aragão chegou a Portugal aos 12 anos para contrair matrimónio com o rei D. Dinis, tendo ficada para a História como uma rainha piedosa, caridosa e virtuosa, capaz de fazer milagres, dando origem ao culto da Rainha Santa, que ainda hoje perdura, e canonizada em 1516 por instâncias de D. Manuel I.

A mostra pode ser vista de terça feira a domingo, das 10h00 às 18h00, até 19 de junho, e os bilhetes para a exposição podem ser adquiridos no local e estão incluídos no bilhete de visita ao museu – 6 euros.

Texto de Elsa Furtado

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