Xutos celebram 30 anos em grande numa festa memorável

Reportagem de Elsa Furtado
Fotos de António Murteira da Silva

A noite prometia, a temperatura estava amena e os fãs entusiasmados. Este era o ambiente que se fazia sentir no passado sábado (dia 26 de Setembro), às portas do Estádio do Restelo, antecedendo a festa de aniversário dos 30 anos dos Xutos & Pontapés, que prometia ser memorável e cheia de surpresas.

Ze PedroAs portas abriram cedo, às 16h00 e houve fãs que não quiseram perder tempo para entrar para o recinto da festa. A pouco a pouco as pessoas foram chegando,e mesmo sabendo que a actuação dos Xutos só estava prevista para as 22h00, houve quem não quisesse deixar de assistir às actuações dos Pontos Negros e dos Tara Perdida. Há hora marcada eram cerca de 40 mil pessoas que já estavam no Estádio para a actuação mais esperada da noite.

Zé Pedro, Tim, Kalú, João Cabeleira e Gui chegaram ao Estádio do Restelo cerca das 22h20, na passando despercebidos aos fãs que os aguardavam dentro do Estádio, através de 7 ecrãs gigantes, ao estilo dos melhores concertos internacionais. Entraram por uma das portas de acesso às bancadas e desceram para o relvado, pelo meio dos fãs, que não cabiam em si de contentes. Quando os “cinco magníficos” chegaram ao palco  e começaram a tocar já batiam as 22h30, a noite já tinha caído e o tempo prometia ajudar às três horas de festa que se seguiam.

“Quem é Quem” foi  o tema escolhido para abrir as hostes, a que se seguiu “Não Sou Jesus”. No intervalo entre a 2ª e a 3ª música, Tim dirigiu-se ao público e gritou “Boa Noite Restelo, aqui Xutos & Pontapés”, e os fãs corresponderam ao chamamento e fizeram coro na música seguinte: “Não Sou o Único”.

Para “Sangue da Cidade” estava prevista a presença do primeiro convidado da noite, Pacman, que agradou muito ao Restelo e não se fez rogado em gritos e aplausos. Zé Pedro emocionado respondeu que “É mesmo fantástico estar aqui”, a que Tim acrescentou “Estamos sem Palavras”.

xutos1O segundo convidado foi Pedro Gonçalves, baixista dos Dead Combo, que se juntou à banda, num palco no meio do público (uma das inovações do espectáculo, com passadeira a ligar os dois palcos), para o tema “O Que Foi não Volta a Ser”.

O momento acústico da noite terminou com “Homem do Leme” na voz de Camané, um amigo já habitual nestas andanças, num momento muito aplaudido pelos fãs.

De regresso ao palco principal, a temperatura aqueceu com “SuperJacto”, que teve fogo a acompanhar a música em explosões controladas, em dispositivos espalhados à frente do palco, uma contradição com o tema “Dá um Mergulho”, que teve direito a banho de água no público, fogo-de-artifício e a um divertido jogo de luzes.

Tim+Cabeleira 2“Circo de Feras”, “Contentores” e “À Minha Maneira” foram três dos temas que mais animaram o público nesta fase do concerto, levantando até as bancadas, e que contou também com a participação de Manuel Paulo (Ala dos Namorados) nas teclas, em alguns temas.

No fim, o fundador dos Xutos, Zé Pedro, agradeceu ao público presente, às bandas da primeira parte, aos convidados e a todos os que os acompanharam ao longo destes 30 anos, concluindo que “Eu estou muito feliz por estar aqui”, dando origem a uma “tempestade” de palmas e gritos.

Entusiasmado estava também Luiz Montez, da produtora Música no Coração, que disse ao C&H, “Estou muito emocionado, é um sonho. É a festa de uns amigos e eu olho para eles no palco, vejo-os muito felizes e fico muito contente.”publico xutos

O encore começou com Kalú a dar a voz a “Sem Eira Nem Beira”, mas cinco músicas depois, as honras de encerramento couberam à tradicional “Casinha”, que foi emotivamente e entusiasticamente acompanhada pelo público.

Na hora de ir embora, o público pediu mais, e a banda interpretou “P´Ra Sempre” e ainda o “hino” “Maria”, música que encerrou o concerto da Tour 30 Anos de Xutos & Pontapés.

No fim, um inesperado fogo-de-artifício, ao ritmo de Circo de Feras fez a despedida de uma noite grandiosa, foram 33 temas entre antigos e novos e muitos efeitos especiais, e também muitas emoções, ao fim ao cabo, não é todos os dias que a “nossa” banda mais famosa completa 30 anos de vida. Só nos resta dizer “Parabéns Xutos & Pontapés”.

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