Xavier Rudd fez festa na Aula Magna

Reportagem (Texto e Fotos) de Patrícia Vistas

A Aula Magna esperava calmamente que Xavier Rudd entrasse na sala, e mal este pôs os pés descalços em palco foi recebido por uma recepção calorosa, que aqueceu uma noite que em Lisboa, estava gelada.

Xavier sentou a guitarra no colo e entra com tema “Messages” a animar a plateia e fazer uns menos envergonhados levarem para celebrarem o refrão com o artista, o mesmo se fez sentir com “Better People”.

Xavier veio munido da bandeira do seu país, e atrás dele estava estendida a bandeira da Austrália a mostrar que as origens lhe são importantes, tal como o didgeridoo que veio acompanhar a música “Fortune Teller”. A aparição do artista sozinho durou as três primeiras músicas, tendo a banda que o acompanha entrado em seguida, com a boa disposição que a caracteriza.

“Set Me Free” foi o ponto de partida para os corpos deixarem de se controlar pela mente, e se levantarem e dançarem, a energia sentida era contagiante, a dança começava no palco e passou por cada um dos fãs que alegremente se foram deixando levar.

“White Moth” começou-se a ouvir acompanhada da harmónica, que também faz parte da vasta lista de instrumentos que vieram completar todo o concerto, e com o Xavier a imitar o som de um macaco, tranportando-nos para uma das muitas selvas australianas, juntamente com uma tribo, que podíamos chamar da banda do Xavier, pois era essa mesma a intenção em “The Reasons We Were Blessed”.

Seguiu-se “To Let” com o didgeridoo em grande presença, umas da músicas mais preenchidas. O fim aproximava-se com “FootPrint”, mas a plateia insistiu e eles voltaram com uma dedicatória ao seu país, com “Land Rights” e “Let Me Be” teve direito a invasão no palco, um concerto que terminou numa grande festa, no passado fim-de-semana em Lisboa.

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