Sábado, 25 de Maio de 2013

Walkmen – concerto em registo cúmplice no Coliseu

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Reportagem de Sara Santos (fotos) e Patrícia Vistas (texto)

Os The Walkmen juntaram-se no domingo à noite no Coliseu da capital para nos cantarem uma dedicatória de amor, com a apresentação do novo disco Lisbon.

Depois da sua receptividade em 2008 no Super Bock em Stock e do concerto ao pôr-do-sol no Super Bock, os The Walkmen voltaram à cidade que inspirou o seu último trabalho com o nome da mesma e tocaram para uma casa cheia.

A noite começou com um “Boa noite” em bom português e vê-se um vocalista de copo de vinho do porto na mão (oferta de um fã). A cumplicidade estava marcada.

Os novaiorquinos abriram o concerto com o tema “While I Shovel The Snow” e no segundo tema “In The New Year” já a plateia se levantava para celebrar com ele a tão brilhante canção.

Em “The Rat” o protagonismo foi do baterista Matt Barrick, que pôs o Coliseu ao rubro e não houve uma única alma que não se levantasse, dançasse e gritasse com Hamilton Leithauser toda a música.
E foi a vez de Hamilton pegar na guitarra e mostrar que também sabe dar aos dedos em “Blue as Your Blood”, um momento que corta a monotonia em palco da pose séria e imperturbável do vocalista que tem uma forma peculiar de pegar no microfone e se passeia como que a levitar por todo o palco.

“A canção mais triste alguma vez escrita” deu voz à “Woe Is Me” e entramos no tema que faz jus à nossa cidade – “Lisbon”, que foi escutado em silêncio e sem qualquer tipo de palavra que consiga descrever o momento, a cumplicidade entre público e banda. A cumplicidade e a felicidade, como se a música fosse dedicada a cada uma das pessoas que estavam a assistir ao concerto.

A banda entrou então no que parecia ser o último tema da noite, com “Juveniles” e após terem deixado o palco, uma multidão de gente levantou-se e chamaram por eles, o coliseu tremeu quase literalmente.

O encore contou com três músicas “Donde está La Playa”, “I Lost You” e “We’ve Been Had” com um piano deslumbrante e assim se fechou a noite.

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