Vortice Dance Company encantou Auditório dos Oceanos com Drácula

A Vortice Dance Company subiu ao palco do Auditório dos Oceanos no Casino Lisboa nos dias 10 e 11 de Junho, com Drácula, da dupla de coreógrafos Cláudia Martins e Rafael Carriço numa co-produção com a Ópera e Ballet da Macedónia que conta com o apoio da DGArtes/ Ministério da Cultura, numa produção da UAU produções.

A Vortice Dance Company é uma companhia de dança portuguesa que regularmente se apresenta no estrangeiro e tem recebido prémios além-fronteiras, tendo-se apresentado agora pela primeira vez, em Lisboa, arrebatando o público presente, com simplicidade de cenários e a grandiosisade dos bailarinos.

Este espetáculo não cai na trivialidade de representar a história de Mina, recai porém na da sua amiga Lucy, acompanhada pela banda sonora de Bram Stoker, e foram relembrados alguns diálogos estabelecendo uma relação temporal entre os espetadores e as personagens, aos poucos o público bebia esta historia um pouco escondida entre Lucy e a sedução do mestre Drácula.

Uma árvore, uma lua cheia, um piano, os sonhos e a profundidade de um beijo. Apesar de resistir inicialmente, Lucy abraça o seu destino com paixão, tornando-se numa noiva de Drácula, abdicando da vida terrena e mesmo do filho que entrega ao noivo.

O submundo dos vampiros é retratado com perícia, o desejo por sangue move-os como uma droga, aos poucos abandonam o glamour e a sedução e dão a conhecer ao mundo a realidade de uma espécie maldita, retratada por actos de egoísmo e luta entre sujeitos, sem dó nem piedade. O que os une é o que os separa, abandonam o ar jovem e dão lugar ao silêncio do olhar, à apatia crescente, juntam-se em bando pendurados no baloiço…devagar lutam entre si, numa cumplicidade aparente.

A coreografia tem um ritmo incrível, existem momento em que os bailarinos parecem estar suspensos no ar, a agilidade de movimentos e o contraste entre os passos de dança contemporânea com o ballet clássico têm aqui um elo de ligação imprescindível, provando que a genialidade é reservada apenas a alguns.

Texto de Margarida Vieira Louro

Fotos de Sara Santos

A Vortice Dance Company, subiu ao palco do  Auditório dos Oceanos no Casino
Lisboa nos  dias 10 e 11 de Junho, com Drácula, da dupla de coreógrafos
Cláudia Martins e Rafael Carriço numa co-produção com a Ópera e Ballet da
Macedónia que conta com o apoio da  DGArtes/ Ministério da Cultura, numa
produção da UAU produções.
A Vortice Dance Company é uma companhia de dança portuguesa que regularmente
se apresenta no estrangeiro e tem recebido prémios além-fronteiras,
apresentou-se, pela primeira vez, em Lisboa,arrebatando o publico presente,
com a simplicidade do cenário e a gradiosisade dos bailarinos. 

Este espectaculo não cai na trivialidade de representar a história de
Mina,recai porém na sua amiga Lucy com a banda sonora de Bram Stoker, foram
relembrados alguns dialogos estabelecendo uma relação temporal entre os
espectador e as personagens, aos poucos o publico bebia esta historia um
pouco escondida entre Lucy e a sedução do mestre dracula.
Uma arvore uma lua cheia, um piano, os sonhos e a profundida de um beijo.
Apesar de resisitir inicialmente, Lucy abraça o seu destino com paixão,
tornando-se numa noiva de Dracula, abdicando da vida terrena e mesmo do
filho que entrega ao noivo.
O submundo dos vampiros é retratado com pericia, desejo por sangue move-os
como uma droga aos poucos abandonam o glamour e a sedução e dão a conhecer
ao mundo a realidade de uma especie maldita, retratada por actos de egoismo
e luta entre sujeitos, sem dó nem piedade. O que os une é o que os separa,
abandonam o ar jovem e dão lugar ao silencio do olhar, à apatia crescente,
juntam-se em bando pendurados no baloiço…devagar lutam entre si, numa
cumplicidade aparente.

A coreografia tem um ritmo incrivel, existem momento em que os bailarinos
parecem estar suspensos no ar, a agilidade de movimentos e o contraste entre
os passos de dança contemporanea com o ballet clássico têm aqui um elo de
ligação imprescindivel, provando que a genialidade é reservada apenas a
alguns.

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