The Voca People trazem sons do outro Mundo até ao Casino de Lisboa

Fazer música sem instrumentos é uma das características dos oito simpáticos elementos que compõem os The Voca People, um projecto que leva a assinatura dos israelitas Lior Kalfo e do director musical Shai Fishman, em cena no Casino de Lisboa a partir de hoje.

Oriundos do Planeta Voca, o grupo ‘aterrou na Terra’, para uma temporada em Portugal, onde se apresentam no Casino de Lisboa, de 2 a 14 de Março e que é o ponto de partida para uma digressão pela Europa.

Em palco, o grupo vai reproduzir ritmos e melodias dos mais conhecidos temas que marcaram a história da música e do cinema, do rock ao pop, passando pelo jazz e pela música clássica. Beach Boys, Michael Jackson, Elvis Presley, Britney Spears, Spice Girls, Nirvana, Madonna ou mesmo música sacra são apenas alguns exemplos. Além da musicalidade única, conseguida apenas com as vozes, os artistas presenteiam-nos com muito humor.

Quando chegaram ao planeta Terra, os The Voca People nada conheciam,”por isso, nos seus espectáculos, como só se comunicam por meio de expressões vocais, encostam-se às pessoas do público e por empatia alienígena recebem todo o conteúdo histórico-musical e assim conseguem-nos compreender”, explicou Lior Kalfo (que se assume o embaixador deste surreal grupo na Terra), hoje à tarde, durante a apresentação à imprensa em Lisboa.

“Deste contacto com os terráqueos, os The Voca People pretendem conseguir energia suficiente para regressarem ao seu planeta – que se situa algures num constelação entre a Ursa Maior e a Ursa Menor –, energia essa que lhes vem da música”, adiantou ainda Lior Kalfo.

Surgidos no início de 2009, os The Voca People apresentam-se em palco vestidos de branco, da cabeça aos pés. São três mulheres (contralto, mezzo e soprano), três homens (baixo, barítono e tenor) e dois beat-boxes humanos.

Um espectáculo a não perder, no auditório dos Oceanos do Casino de Lisboa, de terça a sábado, às 22hoo horas e domingo às 17 h00, até 14 de Março, com bilhetes entre os 30 e os 35 euros, numa produção da UAU.

Texto de Cristina Alves
Fotos de Sara Santos

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