Vista Alegre lança Copacabana da autoria do Mestre Nadir Afonso

A Vista Alegre Atlantis, empresa do Grupo Visabeira, lançou recentemente a peça Copacabana, da autoria do Mestre Nadir Afonso, expoente do surrealismo nacional, numa edição limitada de 500 exemplares.

Esta é a sexta peça da coleção “Artistas Contemporâneos” da Vista Alegre. Esta iniciativa da marca iniciou-se em 2008 e prevê a apresentação anual de duas a três peças, limitadas e numeradas, criadas por artistas nacionais e internacionais, ligados às artes plásticas e gráficas, consagrados ou emergentes. As peças anteriores apresentadas foram da autoria de Eduardo Nery, Manuel João Vieira, Pedro Calapez, Joana Vasconcelos e Oscar Mariné.

Com a edição de Copacabana, da autoria do Mestre Nadir Afonso, a Vista Alegre continua a deixar o seu traço indelével na criação de peças únicas e memoráveis, que marca o percurso cultural e artístico da fábrica centenária de cerâmica e permite a não colecionadores de arte possuírem uma peça de autor, devidamente assinada.

Nadir Afonso nasceu em Chaves em 1920, é diplomado em Arquitectura pela Escola de Belas-Artes do Porto e estudou pintura na École des Beaux-Arts de Paris, tendo por influência de Portinari obtido uma bolsa de estudo do governo francês. Até 1948 e depois em 1951 colaborou com o arquitecto Le Corbusier, e utilizou, durante algum tempo, o atelier de Fernand Léger. De 1952 a 1954 trabalhou no Brasil com o arquiteto Óscar Niemeyer. Regressou a Paris e retomou contacto com os artistas orientados na procura da arte cinética, desenvolvendo os estudos sobre pintura que denomina Espacillimité.

Expôs em 1958 no Salon des Réalités Nouvelles espacillimités animado de movimento. Em 1965 abandonou definitivamente a arquitetura e dedicou-se exclusivamente à criação da sua obra. Recebeu o Prémio Nacional de Pintura em 1967 e o Prémio Amadeo de Sousa-Cardoso em 1969. Foi condecorado com o grau de Oficial em 1983 e de Grande-Oficial da Ordem de Sant’Iago da Espada em 2010, ano em que também foi consagrado como Doutor Honoris Causa pela Universidade Lusíada em 2010.

Texto de Clara Inácio

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