UHF deram início a nova digressão em Almada

18-uhf_01Por Tânia Fernandes
Os UHF voltaram dia 1 de março à estrada com a digressão A Minha Geração.  Almada foi o ponto de partida. Cidade berço desta banda, que comemora 35 anos de carreira e prova que tem ainda muito para dar a um público que os continua a aplaudir de pé. Um novo album “está na reta final”,  anunciaram.
Deram um concerto acústico e intimista, no Teatro Municipal Joaquim Benite, muito na linha da digressão anterior, mas já com novos temas. “A saudade é uma ressaca difícil de curar” foi uma das novidades apresentadas, bem recebida pelos fãs. Sim, uma verdadeira legião de fãs marcou presença com cachecois e t-shirts da banda e refrões na ponta da ponta da lingua. “Dança comigo”, “Matas-me com o teu olhar”, “Toca-me”, “Viver para te ver”,  “Rua do Carmo”, “Brinca com o fogo” e “Cavalos de Corrida” foram alguns dos temas escolhidos para este alinhamento. Sempre alternados com as palavras de quem cresceu nesta cidade e trata por tu cada uma das pessoas presentes. António Manuel Ribeiro recordou episódios, homenageou pessoas e deixou evidente a sua adesão a determinadas causas. Orgulha-se do seu percurso musical e de ter em palco, a tocar com ele, na guitarra, o filho António Côrte-Real. Ironiza quando fala das bandas cujo sucesso se apaga no final do verão.

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Sem grandes artefactos cenográficos esta foi uma noite de rock e de palavras sentidas. Com o fundo a vermelho, de pandeiretas na mão e a emoção a tomar conta da voz, tocaram “Grandola Vila Morena”.  A sincronia com um público, que se fez ouvir e bem, foi evidente.
“Sou um homem de palco, experiente, mas há coisas que me emocionam. Esta é uma dessas noites” admitia António Manuel Ribeiro pouco antes de sair do palco.

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