Tivoli Lisboa realizou workshop sobre os segredos do chá

O Tivoli Lisboa encerrou no passado sábado, dia 30 de Abril, um círculo de workshops dentro do conceito “Experience More”, em que este último foi dedicado ao chá, seguido de um lanche à portuguesa.

O workshop prestou esclarecimentos sobre a Camellia Sinensis, abordando as suas características e variedades, e ainda os procedimentos de preparação do chá.

Os workshops baseiam-se na apresentação das características botânicas da planta do chá, história social  (Ásia/Europa), chá e arte, produtores mundiais, cultivo e processo pós-colheita, tipos de chá (preto, verde, oolong, branco, amarelo, puerb, aromatizado), compostos químicos do chá, propriedades farmacológicas, chá e saúde, acessórios para tomar chá (cerâmica, porcelana, prata), métodos para a correcta preparação do chá e chá para distintas ocasiões.

Na sessão de sábado aprendeu-se que:  A cultura do chá na China tem cerca de 40/50 séculos de existência, teve origem no sul da China com a camellia sinensis. Camellia refere-se ao género e sinensis à espécie.

O chazeiro (planta do chá) gosta de solos ácidos e de muita chuva. Os diferentes tipos de chá obtem-se no processamento das folhas. O chá depois de apanhado é colocado em tabuleiros e posto a secar. O modo de secagem e a intervenção de fontes de calor é que define os tipos de chá, por exemplo o chá verde obtém-se com a manufactura sem oxidação, a que se segue a passagem por uma fonte de calor.

O chá amarelo proveniente de Hunan, China também é chá verde que tem uma manufactura sem oxidação, a que se segue uma secagem em folhas de papel, que ora são exposta ao calor, ora à luz. Além de ser produzido em pouca quantidade, como requer muita mão de obra, o seu preço é elevado, ascendendo aos 600,00€ por quilo e por estar ligado ao Imperador (era consumido por este).

O Darjeeling é considerado o champagne dos chás. Existe o first flush, que é o melhor e corresponde à primeira colheita do ano, realizada na primavera, depois há o second flush que é colhido no verão e por vezes também é apanhado no Outono, sendo designado por thrid fluh. A única qualidade de chá que tem uma manufactura com oxidação e uma fermentação (com bactérias) é o Puerb.

O chá verde deve ser feito com água a 83ºC  e para 3 g. colocam-se 200 ml. de água mineral ou filtrada, deixar em infusão por 2 m. Se se quiser um chá mais forte aumenta-se a quantidade de chá e não o tempo de infusão. Já o chá preto é feito com água a ferver. O chá deve ser colocado dentro do bule, deixar repousar por 2 m. e depois coar. Não se deve utilizar chá em saquetas, que é de qualidade inferior, o mesmo é válido para o chá aromatizado.

Na infusão, a água quente ou a ferver, dependente do tipo de chá é vertida sob as folhas, na decoação o chá ferve.

O lanche é servido no Tivoli Caffè, no lobby do hotel, no qual se dá a descobrir algumas iguarias da pastelaria portuguesa, acompanhadas por alguns dos chás apresentados no workshop, como é o caso do chá que a Rainha de Inglaterra bebe apenas nos seus aniversários – o Keemun.

O menu do Lanche à Portuguesa é composto por bolos caseiros, como os brioches e pães de Deus, acompanhados por fiambre, queijo e a tradicional marmelada, iguarias doces e salgadas, como os pastéis de nata, o bolo de laranja e o bolo de chocolate. Nos salgados destaque para a famosa bola de carne. Estas iguarias podem ser acompanhadas por um aromático chá, com a marca de qualidade TWG, ou por um chocolate quente.

O preço de inscrição é de 65 euros e inclui lanche e um livro sobre chás.

Depois do verão, o Tivoli Lisboa irá apresentar uma nova agenda de workshops.

Reportagem de Clara Inácio e Teresa Duque

 

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